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Índice de energia subiu 3,3% salto do preço do petróleo por expectativas de um acordo para acabar com a guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia. Os índices acionários da China fecharam em alta nesta quinta-feira (2), liderados pelas ações de tecnologia e de energia uma vez que os futuros do petróleo saltaram por expectativas de um acordo para acabar com a guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 1,62%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 1,69%. O subíndice do setor financeiro do CSI300 ganhou 1,62%, o do setor financeiro avançou 0,96%, o de consumo subiu 1,75%, e o subíndice imobiliário ex teve alta de 0,84%, enquanto o de saúde teve avanço de 1,48%. O índice de energia fechou com ganho de 3,3% uma vez que os futuros do petróleo saltaram após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer esperar que Arábia Saudita e Rússia alcancem em breve um acordo para acabar com sua guerra de preços, enquanto o presidente russo, Vladimir Putin, pediu uma solução para o "desafiador" mercado de petróleo. China isola a região de Jian por causa da Covid-19 As ações de tecnologia também se destacaram com o índice de tecnologia da informação saltando 4,8% uma vez que investidores esperam que Pequim busque mais autosuficiência tecnológica. Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 1,37%, a 17.818 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,84%, a 23.280 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 1,69%, a 2.780 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 1,62%, a 3.734 pontos. Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 2,34%, a 1.724 pontos. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,46%, a 96.663 pontos. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,52%, a 2.453 pontos. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 1,98%, a 5.154 pontos.

Economistas do mercado financeiro passaram a prever uma recessão na economia brasileira em 2020. Notas de dólar Gary Cameron/Reuters As projeções para a economia brasileira, que já não ia tão bem quanto o mercado esperava, despencaram com a chegada do coronavírus. No mês em que o Brasil registrou sua primeira morte devido à Covid-19, enquanto a rotina da população mudava de forma drástica devido às medidas para conter o avanço do vírus, os economistas do mercado financeiro refaziam suas contas para tentar prever o que vai acontecer com a economia brasileira no cenário de pandemia. A mudança mais simbólica está na previsão do Produto Interno Bruto (PIB): do fim de fevereiro, quando houve primeiro caso de coronavírus confirmado no país, até o fim de março, a projeção passou de uma alta de mais de 2% para uma previsão de recessão em 2020. Mais do que nunca, a sociedade (e, consequentemente, os economistas) está sendo obrigada a rever planos e previsões semana a semana, aponta a economista Vivian Almeida, professora do Ibmec. "Todo mundo está em tiro curto de previsão para poder tomar as decisões. Estamos olhando semanalmente o que vamos fazer", disse à BBC News Brasil. "Não sabemos quando a atividade será retomada, então é difícil saber quando virá uma aceleração maior." O Fundo Monetário Internacional (FMI) já disse que deve acontecer uma recessão global neste ano, mas que espera uma recuperação em 2021. A diretora-gerente da instituição, Kristalina Georgieva, disse que essa previsão de recuperação econômica no próximo ano depende do resultado das ações de contenção da pandemia e de uma redução do nível de incerteza. Veja, a seguir, como mudaram no último mês quatro das principais projeções do mercado financeiro para a economia brasileira e como isso tem a ver com a crise do coronavírus. Os números são do Boletim Focus, divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central, com base em projeções feitas principalmente por instituições que atuam no mercado financeiro (bancos, gestoras de recursos e consultorias). Boletim Focus: projeção para PIB do Brasil é de queda de 0,48% em 2020 1. Crescimento econômico A projeção dos analistas do mercado financeiro para o PIB brasileiro neste ano era de 2,17% na última semana de janeiro, quando foi confirmado o primeiro caso de coronavírus no país. Essa estimativa caiu nas semanas seguintes e, no relatório divulgado na última semana de março (segunda-feira, 30) foi para o negativo. A projeção mais recente é a de que haverá uma retração de 0,48% neste ano. Para 2021, no entanto, a projeção era de um crescimento de 2,5% no fim de fevereiro e foi mantida neste patamar. "Temos uma economia totalmente dependente da circulação de bens, serviços, pessoas, dinheiro. E foi justamente a circulação que parou. Então a projeção do PIB negativa é um reflexo de como essa não possibilidade de exercer a economia da forma que conhecemos — saindo pra comprar produtos e para adquirir serviços — faz com que essa desaceleração econômica se efetive em um indicador negativo", explica Vivian Almeida. Dólar fecha o dia em recorde histórico: R$ 5,26 2. Taxa de câmbio Outra projeção que mudou no último mês foi a taxa de câmbio. O valor do real despencou frente ao dólar. No fim de fevereiro, o mercado previa que o dólar custaria R$ 4,20 no fim deste ano. Agora, o boletim mais recente indica que a expectativa saltou para R$ 4,50. Em março, o Brasil viu a cotação do dólar atingir valores recordes, diante do colapso dos preços do petróleo e de temores econômicos relacionados ao coronavírus. As altas ocorreram mesmo diante de intervenções reforçadas do Banco Central no mercado de câmbio. "A taxa de câmbio é uma das primeiras variáveis que é alterada, na medida em que a taxa de câmbio é um preço, e que vai refletir as variações de acordo com abundância ou escassez do produto referenciado, que no caso é o dólar", diz Almeida. A economista lembra que, numa crise internacional como esta, é natural ter fuga de capitais para moedas mais fortes, como o dólar. O primeiro movimento observado, segundo ela, foi a fuga dos investidores externos, o que torna o dólar mais escasso no Brasil — e, portanto, mais caro. "Também há impacto pelo lado da redução do comércio internacional. Estamos tendo uma redução dos níveis de comércio internacional. Conforme você tem uma desaceleração econômica ampla, ela também vai se refletir nas trocas comerciais e vai circular menos dinheiro aqui." 3. Inflação Também é esperada, nesse cenário, uma redução da inflação. "Como estamos falando de uma redução dos padrões de comércio e de crescimento, há uma desaceleração dos preços, porque tem menos procura", disse. "É sempre a ideia de retornar para o gráfico de oferta e demanda: se eu tenho muita procura, o preço aumenta. Se eu tenho pouca procura, o preço diminui", diz a economista. No fim de fevereiro, os analistas do mercado financeiro previam inflação de 3,19% neste ano. Agora, a projeção para a inflação medida pelo IPCA é de 2,94%. 4. Taxa básica de juros No mesmo período, a projeção para a taxa básica de juros (Selic) no fim do ano passou de 4,25% para 3,5%, em mais um reflexo da redução da atividade econômica. "Os bancos centrais estão respondendo a essa questão diminuindo a taxa de juros, o que torna o custo do dinheiro mais barato. Assim, você estimula as pessoas a tomarem decisões que elas não tomariam se tudo tivesse normal. Você torna o custo do crédito mais barato para pessoas que não estão conseguindo honrar seus compromissos financeiros", explica Almeida. No Brasil, o Banco Central baixou em março a Selic para 3,75% ao ano. A taxa ainda é bem maior que em economias desenvolvidas — nos Estados Unidos, por exemplo, os juros chegaram a quase zero. O banco central americano anunciou, após reunião emergencial em um domingo (15), que a taxa de juros passaria a variar de 0% a 0,25%.

Empresas oferecem serviços como seleção, entrevista e admissão a hospitais e profissionais da saúde para combate à Covid-19. Profissionais do Hospital Memorial Alzira Ribeiro recebem treinamento de como utilizar os EPIs em casos de coronavírus HMAR/Arquivo Empresas de tecnologia focadas em processos de RH se juntaram para agilizar a contratação de profissionais como médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas e técnicos em enfermagem por conta da pandemia causada pelo Covid-19 e o consequente aumento da demanda do sistema de saúde. A Gupy, startup de recrutamento e seleção de candidatos por meio de inteligência artificial, se uniu à Acesso Digital, empresa de reconhecimento facial e admissão online, e à Jobecam, plataforma 100% digital de vídeo recrutamento e uso de inteligência artificial, para disponibilizar seus serviços de recrutamento e seleção e admissão gratuitamente a hospitais e profissionais. Por meio da plataforma da Gupy, hospitais podem se inscrever pelo link, solicitando atendimento da startup. Todos os pedidos vão passar por uma triagem, dando prioridade a hospitais com maior demanda. A Gupy ajudará a entidade hospitalar a desenhar o processo de seleção, da abertura de vagas na plataforma até o manuseio e gerenciamento da ferramenta. Aos profissionais de saúde interessados, a Gupy vai disponibilizar uma página que dará acesso ao painel de vagas em aberto, assim o profissional se candidata à posição que tiver mais interesse. Para o projeto, a Jobecam disponibilizará sua plataforma para realização de entrevistas online, por videoconferência, com os candidatos que tiverem mais aderência à posição, garantindo que o processo seja 100% remoto. Após a etapa de seleção, a Acesso Digital vai disponibilizar aos hospitais o uso do AcessoRH, que permite que os candidatos selecionados enviem os documentos para admissão pelo smartphone, sem que precisem se deslocar até a empresa. A ferramenta faz a validação dos dados e qualificação no e-Social. A empresa de RH Employer também está fazendo uma força-tarefa para atender hospitais no estado de São Paulo. Os profissionais são selecionados por meio do Banco Nacional de Empregos (BNE) para a captação dos currículos. Depois é feito contato telefônico com os candidatos para entrevistas e provas teóricas, feitas por meio de ferramentas de videochamadas. Após a aprovação pela unidade de saúde, a empresa faz a coleta de documentos de admissão por meio de ferramenta 100% online. Segundo a gerente da unidade de São Paulo da empresa, Luciana Pires, a necessidade está no recrutamento, seleção e contratação urgente para os postos de enfermeiros, técnicos de enfermagem, técnicos de radiologia, higienizadores, atendentes e recepcionistas. Os interessados devem se cadastrar no BNE.

Blog também responde dúvidas sobre veracidade de site com mapa do coronavírus e propagação de informações falsas e golpes. Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.), envie um e-mail para [email protected] A coluna responde perguntas deixadas por leitores às quintas-feiras. Quando pessoas próximas não podem ser confiadas, é arriscado usar a biometria para desbloquear o celular com o reconhecimento de digital ou da face. No entanto, outras medidas de segurança também podem falhar. Altieres Rohr/G1 WhatsApp espionado pelo namorado Me ajude a saber como faço para bloquear o acesso do meu namorado ao meu celular. Ele entra no meu WhatsApp pelo celular dele e longe de mim, e não é pelo WhatsApp Web. Como faço pra bloquear? Não aguento mais isso! – (nome omitido pelo blog) Em primeiro lugar, é importante saber que a invasão de dispositivos de outras pessoas é crime. Logo, espionar o smartphone de um amigo, namorado ou esposa é proibido pela lei. Se ele estiver mesmo espionando o seu WhatsApp sem usar o WhatsApp Web, é muito provável que haja um programa espião instalado em seu smartphone. A orientação padrão para qualquer caso com suspeita de espionagem é a restauração do celular à configuração de fábrica. Isso vai remover todos os seus dados do celular e todos os aplicativos instalados – na imensa maioria dos casos, qualquer programa espião também será removido por esse processo. Caso você tenha um iPhone, veja as instruções para restaurar o smartphone aqui. Se o seu celular utiliza o sistema Android, os passos podem variar de acordo com o modelo, mas algumas instruções estão aqui. Caso você enfrente dificuldades, procure o suporte técnico do fabricante. Antes de realizar esse procedimento, faça uma cópia das suas fotos e outros arquivos em um local seguro, seja no seu computador ou em um serviço de armazenamento em nuvem de sua preferência. Em alguns casos, é possível que suas fotos e dados de aplicativos já estejam sincronizados, mas é importante conferir que tudo foi sincronizado corretamente. Sem isso, você pode perder esses dados e não será possível recuperá-los. Após realizar a restauração de fábrica, é importante que você configure o bloqueio de tela no aparelho. O G1 já publicou essas e outras dicas para ajudar a impedir que seu aparelho seja espionado. O problema é que nada vai conseguir proteger o seu smartphone de uma pessoa próxima que tenha a intenção de espioná-la. Quando o inimigo está tão perto, e faz parte do círculo de pessoas que confiamos, a maioria dos sistemas de segurança não tem condições de funcionar e prevenir a ação do "inimigo". Quando um hacker ou inimigo se aproveita de uma oportunidade eventual para atacar um dispositivo, esse invasor tem um curto intervalo de tempo para atuar. É nesse intervalo que tudo precisa dar certo para o invasor: seu celular pode estar desbloqueado, um aplicativo não foi atualizado, e assim por diante. Mas uma pessoa próxima pode se aproveitar de uma dessas situações a qualquer momento, não havendo espaço para descuidos. Além disso, uma pessoa próxima tem oportunidades únicas para burlar sistemas de bloqueio de tela, se aproveitando da captura ou abuso da biometria (quando você está dormindo, por exemplo). Uma pessoa muito determinada pode até observar seu uso do telefone para saber a sua senha na tela de bloqueio. Sendo assim, você seria obrigada a esconder a existência do aparelho por completo e sempre desligar o telefone (ou desativar a biometria) ao dormir. Essa é uma situação estressante e, provavelmente, inviável. A tecnologia raramente é capaz de resolver problemas entre pessoas. Se não for possível chegar a um acordo de respeito mútuo com diálogo ou terapia, você terá de se questionar se realmente deseja permanecer próximo de uma pessoa com esse comportamento criminoso. Site 'Covid Visualizar' é malicioso? Recebi esse site — https://www.covidvisualizer.com/ — e gostaria de saber se é vírus. – Maricleide Pinheiro Este site específico é um projeto acadêmico e não apresenta códigos maliciosos. No entanto, conhecer fontes de informação confiáveis é mais importante do que apenas identificar um ou outro site que não possui códigos maliciosos. Atualmente, a referência para o coronavírus é o mapa da Universidade Johns Hopkins, que compila informações de vários órgãos de saúde ao redor do mundo. Você pode acessar por meio deste link. Você também pode consultar o Ministério da Saúde ou sites da imprensa (como o G1) que reproduzem números e orientações de órgãos oficiais. Facebook recebe denúncias por 'notícia falsa'. Reprodução Propagação de 'fake news' Nunca vi tantas fake news como nesta época difícil que nos vivemos. Como quebrar esse mal? – Davi Quadros As notícias falsas, assim como os golpes de internet, tentam tirar proveito de temas chocantes ou importantes para as pessoas, A pandemia do novo coronavírus, portanto, é um "prato cheio" para a proliferação de boatos e de golpes envolvendo o tema. De maneira geral, é bastante difícil checar se uma informação inventada é verdadeira. Às vezes, os fatos aparecem tão distorcidos que não é possível pesquisar sobre eles. Em outros casos, há algumas "migalhas" de verdade no meio da mentira – como uma fraude recente no WhatsApp que prometia um link para cadastro do inexistente "auxílio cidadão", que era baseado na notícia verdadeira de que o governo auxiliaria trabalhadores autônomos com R$ 200 por mês (esse valor foi aumentado para R$ 600). A seção Fato ou Fake do G1 é uma das melhores maneiras de conhecer algumas das informações falsas que estão sendo disseminadas sobre qualquer tema. Mas a principal medida para evitar se informar com notícias falsas é procurar meios de informação confiáveis. Notícias que circulam no WhatsApp, principalmente em vídeos, textos ou gráficos encaminhados diretamente na plataforma (sem link que permite atestar a fonte do material) devem acender o sinal vermelho. Se não houver link ou qualquer identificação de fonte no material (como uma marca de um site de notícias) não pode ser confiada, a não ser que você consiga encontrar um material idêntico no site original – o que dá trabalho. Evidentemente, um link não é um sinal absoluto de confiança. Até a fraude do WhatsApp, mencionada acima, era propagada por um link. Mas o link acaba sendo uma condição básica para a veracidade do conteúdo, já que você não terá um meio fácil para checá-la sem a indicação do link. Uma mensagem que pede para ser encaminhada também normalmente não merece muita confiança. Na maioria dos casos, elas são falsas. Nos países democráticos, como o Brasil, a internet não é censurada e, por essa razão, não é possível impedir que informações falsas circulem pelas redes. Cada um deve fazer o seu papel como cidadão, desconfiar de mensagens sem identificação clara de sua origem e até tentar checar sites confiáveis quando isso for possível. Se não for possível encontrar outras fontes confiáveis para a mesma informação, é muito provável que ela seja mentira. Em algumas redes sociais, você também pode denunciar conteúdo falso usando as ferramentas do próprio serviço. Isso ajuda a diminuir o alcance desse tipo de material, o que pode ser educativo para quem está compartilhando o conteúdo falso e para desencorajar novas publicações. Dúvidas sobre segurança digital? Envie um e-mail para [email protected]

Não há vínculo trabalhista entre prestadores de serviço e as empresas, segundo decisão da Justiça, mas empresas criaram fundos de ajuda e oferecem produtos de limpeza. Aplicativos de entrega e de transporte anunciam auxílios para trabalhadores durante pandemia do coronavírus. Kid Júnior/G1 Os aplicativos de transporte não têm relação de emprego formal com os trabalhadores dessas plataformas, que passam agora por uma situação complicada durante a pandemia de coronavírus: precisam trabalhar ou não terão renda. Embora existam processos que busquem estabelecer vínculo empregatício, o atual parecer do Superior Tribunal de Justiça (STJ) é que não há relação formal entre esses prestadores de serviços e aplicativos como Uber, iFood, Rappi e 99. Neste ano, Tribunal Superior do Trabalho (TST) tomou parecer semelhante, levando em conta a ausência de subordinação como argumento. “Nesse momento de pandemia, eles se tornam um grupo de trabalhadores em uma situação mais vulnerável, porque não têm garantias e direitos como um empregado”, afirma a advogada Thereza Cristina Carneiro, sócia trabalhista da CSMV Advogados. Publicitários criam campanha para incentivar doações para entregadores Apesar da ausência de direitos trabalhistas, as empresas têm tomado algumas atitudes para mitigar os riscos: várias delas anunciaram pacotes de auxílio para motoristas e entregadores que eventualmente ficarem doentes, além de equipamentos e produtos de proteção. Número de candidatos para trabalhar com aplicativo de entrega mais que dobra "Se um motorista tem álcool gel ou outro produto de limpeza, ainda que tenha sido disponibilizado pela empresa, é menos provável que ele contraia a doença e o usuário também", afirma Diogo Junqueira, advogado especializado em direito trabalhista do escritório Feijó Lopes. Ele diz ainda que a demanda por alguns serviços, como entrega de alimentos, não deve diminuir durante a quarentena. Veja algumas das medidas adotadas por alguns dos principais aplicativos no Brasil para entregadores e motoristas. Uber O Uber anunciou um fundo que deve auxiliar os cerca de 1 milhão de motoristas e entregadores que trabalham para a plataforma no país. A empresa dará auxílio financeiro durante 14 dias para quem for confirmado com Covid-19 ou tiver quarentena decretada por um órgão de saúde — durante esse período, o aplicativo fica bloqueado para novas corridas e pedidos. O valor recebido será uma média de ganhos diários do motorista nos 6 meses anteriores a 6 de março. Caso esteja usando o aplicativo há menos tempo que isso, o valor será uma média desde que a pessoa começou a trabalhar até 6 de março. A empresa também anunciou que "oferecerá recursos" para que motoristas possam manter os carros limpos. Questionada sobre quais recursos, a empresa disse que se tratam de álcool em gel e outros produtos de limpeza, que são reembolsados aos motoristas mediante apresentação de nota. As cidades mais afetadas pela pandemia de coronavírus terão prioridade. 99 A gigante chinesa Didi, dona da 99 desde 2018, anunciou um fundo global de US$ 10 milhões para ajudar os motoristas diagnosticados ou em quarentena em todo o mundo. No Brasil, motoristas da 99 que tiverem diagnóstico confirmado de Covid-19 poderão solicitar ajuda financeira da empresa por 28 dias. Os que forem colocados em quarentena por autoridade médica também terão direito ao auxílio, mas durante período menor, de 14 dias. O valor mínimo é de R$ 300, mas a quantidade a ser recebida será uma média dos rendimentos mensais entre setembro de 2019 e fevereiro de 2020. Durante o tempo que durar o auxílio, o aplicativo do motorista fica bloqueado e não é possível iniciar novas corridas. A empresa também iniciou um programa de higienização de carros em São Paulo, no bolsão de estacionamento do aplicativo, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Esse projeto será expandido para outra localidade em São Paulo, além de outras cidades nas próximas semanas, como Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte. iFood Para os entregadores, o iFood anunciou inicialmente um fundo de R$ 1 milhão voltado para casos confirmados da doença ou para aqueles afastados por recomendação de órgãos de saúde. O fundo tem como objetivo garantir renda igual a do mês anterior durante 14 dias, além de cestas básicas e refeições. Quando o auxílio é concedido, o aplicativo fica bloqueado durante o período. A empresa depois anunciou um segundo fundo, também de R$ 1 milhão, para retirar das ruas entregadores que estejam nos quadros de risco definidos pela empresa — pessoas com mais de 65 anos ou com doenças pulmonares, cardíacas, imunossupressão (incluindo HIV), obesidade mórbida, diabetes descompensada, insuficiência renal crônica e cirrose. Aqueles com mais 65 anos já têm a conta automaticamente bloqueada e receberão um repasse equivalente ao mês anterior durante 30 dias. Até o momento, a empresa foi a única a apresentar um programa para pessoas no grupo de risco. Além disso, o iFood vai distribuir álcool em gel para entregadores em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Brasília, Porto Alegre e Curitiba. A entrega será feita por vans itinerantes e, para evitar aglomerações, os entregadores serão chamados para buscar o produto pelo aplicativo, como se estivessem indo buscar uma entrega. Rappi A Rappi afirmou que também trabalha em um fundo de auxílio aos entregadores, mas não deu detalhes de valores e nem de como ele irá funcionar.

Entre deslizes estão omissão de rendimentos, erro na digitação de valores e dados incompatíveis com os informados pelas fontes pagadoras. selo feed Imposto de Renda 2020 Arte G1 A cada ano, a Receita Federal tem apertado mais o cerco, dificultando para os contribuintes burlarem informações na declaração de Imposto de Renda. Clique aqui para fazer o download do programa Receita adia prazo de entrega do IR para 30 de junho SAIBA TUDO SOBRE O IMPOSTO DE RENDA 2020 “A Receita utiliza inúmeros filtros, que são acrescentados ano a ano, para conferir as informações apresentadas pelos contribuintes. O chamado cruzamento de dados é a ferramenta que revela inconsistências das informações, portanto, é preciso ficar atento para que erros possam ser evitados”, diz o especialista em Imposto de Renda da King Contabilidade, Roberto Kazu. O especialista revela os 13 principais erros dos contribuintes cometidos na declaração: Digitação errada no campo de valores Muitas declarações caem na malha fina por conta de desatenção, ou mesmo deixar a entrega para o último dia aumenta as chances de erros de digitação por conta da pressa. O programa de declaração não aceita mais o ponto como separador dos centavos, pois isso gerava muitos erros. Se nada for digitado, automaticamente serão acrescentados dois zeros após a vírgula. Informar dados incompatíveis com os comprovantes de rendimentos Essa informação precisa ser checada antes de ir para a declaração. É preciso atenção para não lançar valores diferentes dos que estão nos comprovantes de rendimento fornecidos pela fonte pagadora. Supondo que alguma fonte pagadora apresente um comprovante com algum tipo de inconsistência, será necessário em caráter de urgência solicitar um novo informe de rendimentos. Omissão de rendimentos Sou aposentado e recebo o ínfimo aluguel de R$ 500, preciso declarar? É fundamental declarar todos os seus rendimentos. Pessoas que recebem rendimentos do exterior, mesmo que os valores não sejam expressivos, precisam comunicar à Receita. Lembrando que na hora de fazer o cruzamento dos dados, se não informar corretamente os ganhos, pode acabar parando na malha fina. Erros na ficha de rendimentos tributáveis Um dos problemas mais encontrados é não informar corretamente, ou até não informar, o CNPJ das fontes pagadoras no campo apropriado. Esquecer receitas dos dependentes É comum lembrar do dependente apenas no momento da dedução e esquecer de mencionar os rendimentos dele. Portanto, se na declaração aparecem filhos ou pais como dependentes, e caso eles receberam algum valor comprovável durante o ano de 2019, é necessário informar esse valor no campo correspondente. Inclusão de dependentes em mais de uma declaração O filho não pode ser colocado como dependente nas declarações tanto do pai quanto da mãe, pois, para a Receita, o filho é dependente do pai ou da mãe. Dessa forma, antes de finalizar as declarações, analise em qual das duas declarações a inclusão de um dependente concede mais descontos relacionados aos valores a pagar. A dupla inclusão fará com que os dois acabem caindo na malha fina, gerando até mesmo multas duplicadas. Despesas médicas sem comprovação Esse erro merece destaque, afinal, grande parte da malha fina tem relação com despesas médicas. Muitas pessoas declaram nas despesas médicas valores que não têm comprovação fiscal. Lembrando que um mero recibo não tem valor fiscal, é necessário ser nota fiscal (NF). Atualização do valor do bem Claro que toda pessoa deseja valorizar seu patrimônio, mas com o Leão não é bem assim que funciona. Os imóveis e automóveis devem ser declarados pelo seu custo de aquisição. Em grandes reformas ocorridas em imóveis, como a colocação de armários embutidos ou de piso, os gastos podem ser utilizados para a atualização do valor do imóvel, mas deve haver comprovação das despesas. Rendas de aluguéis São duas pontas: tanto os que pagam aluguel quanto os que recebem devem mencionar esses valores em suas declarações de imposto de renda. No caso de valor recebido, trata-se de um rendimento tributável e, por isso, deve ser informado sempre. Já para aqueles que pagam, a informação deve estar incluída no campo “Pagamentos Efetuados”, com isso, a Receita cruza as informações. Portanto, se uma das pontas se omitir, os supercomputadores da Receita darão conta desse desajuste. Declarar qualquer doação entre as que possuem incentivo fiscal São dedutíveis apenas aquelas que se destinarem para instituições que possuam cadastro no governo e tenham incentivo tributário. Dentre as principais alternativas estão projetos com aprovação do Ministério da Cultura, como os que se enquadram na Lei Rouanet e na Lei de Incentivo para Atividades Audiovisuais, projetos com aprovação do Ministério do Esporte e que se enquadrem na Lei de Incentivo ao Esporte, Fundos Municipais, Estaduais e Federais da Criança, do Adolescente (enquadrados no Estatuto da Criança e do Adolescente) e do Idoso, entre outros. Rendimentos de planos de previdência privada O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é indicado para quem declara o IR pelo modelo completo. Você pode abater parte do valor investido da base de cálculo do IR no limite de 12% da renda bruta anual tributável. Por exemplo, caso os rendimentos tributáveis (salário, aluguel de imóveis, pensão, aposentadorias do INSS etc) somem R$ 100 mil, o montante a ser deduzido é de até R$ 12 mil. O benefício fiscal só vale para quem entrega a declaração de IR pelo modelo completo e contribui para o INSS ou outro regime de previdência social, como o de servidores públicos. Essa vantagem tributária não significa deixar de arcar com o imposto, e sim adiar o pagamento do IR para quando houver resgate do plano. Na prática, ocorre o chamado “diferimento fiscal”. Ao sacar os recursos de um PGBL, o imposto incide sobre o montante total acumulado (soma das aplicações e dos rendimentos no período). Quem declara o imposto de renda pelo modelo simplificado ou é isento de IR pode optar por fazer aportes em um VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Além disso, se você pretende investir mais do que 12% da renda anual tributável, o VGBL é uma alternativa, inclusive para complementar aportes em um PGBL. Lembrando que no VGBL, o IR incide sobre o rendimento da aplicação, e não sobre o valor total investido, como ocorre no PGBL. Valores relacionados a pensões alimentícias Há obrigações tanto para quem recebe pensão alimentícia quanto para quem paga. Aqueles que recebem esses valores devem declarar como ganhos, independentemente da quantia. Já quem faz o pagamento de pensão pode deduzir integralmente o valor pago no campo “Pagamentos Efetuados”. Contudo, isso só deve ocorrer se houver uma decisão judicial ou um acordo homologado em cartório. Em ambos os casos, é claro, torna-se indispensável a comprovação por meio de documentos. Não informar ganhos com ações Quem negocia ações é obrigado a informar tal operação na declaração de IR. De acordo com as regras estipuladas pela Receita Federal, ganhos com ações acima de R$ 20 mil precisam obrigatoriamente ser declarados e o imposto sobre eles deve ser recolhido. Solicite o auxílio da sua corretora para obter as informações necessárias: notas de corretagem e as DARFs.
Bolsas de valores da Europa abriram com lucros modestos; petróleo salta mais de 10%. As bolsas de valores europeias operam em leve alta nesta quinta-feira (2), impulsionadas pela recuperação do setor de energia, mesmo com a permanência de temores sobre a pandemia de coronavírus. O preço do barril de petróleo é negociado em forte alta, por expectativas de um acordo para acabar com a guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia. Na Ásia, o mercado fechou com ganhos modestos. O mercado também aguarda nesta quinta a divulgação dos dados de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, e a expectativa é de que as solicitações superaram o recorde da semana passada de 3,3 milhões. Veja os principais destaques do dia* Bolsa de Londres: opera em alta de 0,50% Bolsa de Frankfurt: opera em alta de 0,36% Bolsa de Paris: opera em alta de 0,81% Bolsa de Madri: opera em queda de 0,16% Petróleo WTI: opera em alta de 10%, a US$ 22,34 Petróleo Brent: opera em alta de 11,12%, a US$ 27,49 Bolsa de Tóquio: fechou em queda de 1,37% Bolsa de Xangai: fechou em alta de 1,69% Bolsa de Seul: fechou em alta de 2,34% Bolsa de Singapura: fechou em alta de 0,521,98% * Atualizada às 7h35 Com a desaceleração da economia, qualidade do ar melhora em vários lugares Últimos destaques O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse esperar que Arábia Saudita e Rússia alcancem em breve um acordo para acabar com sua guerra de preços, enquanto o presidente russo, Vladimir Putin, pediu uma solução para o "desafiador" mercado de petróleo. A Espanha registrou em março 302.265 novos desempregados, segundo informou nesta quinta-feira o ministério do Trabalho. De acordo com a imprensa espanhola, este é aumento mais expressivo registrado até hoje nas estatísticas de desemprego.

Florianópolis (+0,90%), Curitiba (+0,72%) e Manaus (+0,65%) tiveram maiores altas, diz FipeZap. Preço médio do metro quadrado é de R$ 7.262 em março Reprodução/TV TEM O preço de venda dos imóveis residenciais em 50 cidades subiu 0,18% em março, resultado superior ao mês anterior (+0,15%) e acima da inflação esperada para março (+0,11%), segundo expectativa do último Boletim Focus do Banco (BC). Uma vez confirmada essa variação dos preços ao consumidor, calcula-se que o preço médio de venda de imóveis residenciais encerrará março com alta real de 0,07%, afirma a FipeZap. Dentre as 16 capitais monitoradas pelo índice, as que apresentaram maior elevação foram Florianópolis (+0,90%), Curitiba (+0,72%) e Manaus (+0,65%). Por outro lado, Recife (-0,55%) teve o maior recuo no preço médio entre as capitais monitoradas, sendo acompanhada por Fortaleza (-0,33%) e Goiânia (-0,21%). Considerando as duas cidades de maior representatividade no Índice FipeZap, São Paulo apresentou alta de 0,29% em março, superando a variação observada no Rio de Janeiro, onde os preços permaneceram estáveis (+0,03%). Preço médio de venda Tendo como base a amostra de imóveis residenciais anunciados para venda em março de 2020, o preço médio calculado foi de R$ 7.262 o metro quadrado (m²) entre as 50 cidades monitoradas pelo Índice FipeZap. Dentre elas, Rio de Janeiro se manteve como a capital monitorada com o preço do metro quadrado mais elevado (R$ 9.297/m²), seguida por São Paulo (R$ 9.059/m²) e Brasília (R$ 7.412/m²). Já dentre as capitais monitoradas com menor valor médio de venda residencial por metro quadrado, estão Campo Grande (R$ 4.173/m²), Goiânia (R$ 4.300/m²) e João Pessoa (R$ 4.320/m²).
Governo federal vai compensar os trabalhadores das empresas que aderirem ao programa. Governo detalha MP que autoriza empresas a reduzir salários e jornada de trabalho O governo federal detalhou na quarta-feira (1) a medida provisória (MP) que autoriza as empresas a reduzirem, proporcionalmente, a jornada de trabalho e os salários dos empregados. A MP faz parte das iniciativas para evitar com que as empresas demitam durante o período da crise provocada pelo coronavírus. A medida foi chamada de Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda. O programa prevê a preservação do valor do salário-hora dos trabalhadores e estabelece que as reduções de jornada poderão ser de 25%, 50% ou de 70%. Porcentagens diferentes dessas terão que ser acordadas em negociação coletiva. Porém, a MP prevê que a redução seja de até 70%. O programa ficará em vigor por 90 dias. Veja perguntas e respostas sobre a MP: Quais empresas podem participar? Todas as empresas, inclusive os empregadores domésticos. Por quanto tempo a medida irá vigorar? Durante um prazo de 90 dias. A empresa que aderir ao programa pode demitir o trabalhador? Não. As empresas que aderirem ao programa não vão poder demitir os funcionários pelo período em que acordaram a redução proporcional de jornada e salário. Além disso, o empregador tem a obrigação de garantir o emprego do funcionário por um período igual ao da redução de jornada. Por exemplo: se houve uma redução de jornada durante 3 meses, o trabalhador tem direito de continuar na empresa por mais 3 meses. O governo vai compensar os trabalhadores? Sim. O governo federal prevê a concessão do Beneficio Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda aos trabalhadores que tiverem sua jornada reduzida. Como vai funcionar a compensação? Para quem teve sua jornada e salário reduzidos e ganha até um salário mínimo, ou seja, até R$ 1.045, o governo vai complementar o salário do trabalhador até o valor integral. Para quem ganha acima de um salário mínimo, o benefício terá como base de cálculo o valor mensal do seguro-desemprego a que o empregado teria direito se fosse demitido. Se o trabalhador teve a sua jornada reduzida em 25% por parte da empresa, ele irá receber 25% do valor da parcela que seria o seu seguro-desemprego. A mesma lógica vale para as jornadas reduzidas em 50% e 70%. O valor do seguro-desemprego varia atualmente de R$ 1.045 a R$ 1.813,03. Como vai funcionar o acordo entre a empresa e trabalhador? A redução proporcional da jornada e salário precisa ser acordada entre o empregador e o empregado. Para quem ganha até três salários mínimos (ou seja, até R$ 3.135), a negociação pode ser individual ou coletiva. Já para a faixa de R$ 3.135 até o valor de dois tetos do INSS (12.202,12), o acordo tem que ser coletivo. Por fim, para quem ganha acima de R$ 12.202,12, o acordo pode ser individual, como já está previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A empresa pode suspender temporariamente o contrato de trabalho? Sim. Neste caso, o trabalhador será compensado pelo governo com o valor integral da parcela mensal do seguro-desemprego. Mas há regras para isso. Empresas com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões estão autorizadas a suspender o salário de todos os empregados. Já as empresas que faturam acima de R$ 4,8 milhões, precisarão arcar com, pelo menos, 30% dos salários. Neste caso, o benefício emergencial do governo que o trabalhador vai receber é de 70% do valor da parcela mensal do seguro-desemprego a que teria direito. Ao receber o auxílio emergencial, o trabalhador continuará tendo direito ao seguro-desemprego quando for demitido? Sim. Mesmo recebendo este auxílio emergencial do governo, o trabalhador continuará tendo direito ao seguro-desemprego quando for demitido, e não terá nenhum desconto no benefício. Acordos coletivos O programa prevê que os acordos coletivos que estabelecerem uma porcentagem de redução diferente das faixas estabelecidas pela MP, o benefício emergencial será pago nos seguintes valores: Redução inferior a 25%: não há direito ao benefício emergencial Redução igual ou maior que 25% e menor que 50%: benefício no valor de 25% do seguro desemprego Redução igual ou maior que 50% e menor que 70%: benefício no valor de 50% do seguro desemprego Redução igual ou superior a 70%: benefício no valor de 70% do seguro desemprego Segundo o governo, o programa engloba 24,5 milhões de trabalhadores.

Pelo projeto, União repassará em 2020 valor igual ao de 2019, mesmo com eventual queda na arrecadação. Governo federal anunciou envio de R$ 16 bilhões a mais para fundos. Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), conduz sessão virtual nesta quarta-feira (1º) Cleia Viana/Câmara dos Deputados A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º), em sessão virtual, um projeto para assegurar em lei que não haverá queda na verba destinada aos fundos de participação de estados (FPE) e de municípios (FPM). Pelo projeto, o FPE e o FPM receberão da União neste ano os mesmos valores de 2019, mesmo que haja eventual queda na arrecadação federal em razão da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. De acordo com o autor da proposta, Efraim Filho (DEM-PB), o FPE recebeu R$ 78 bilhões em 2019, e o FPM, R$ 90,5 bilhões. Com a aprovação nesta quarta, o projeto seguirá para o Senado. Há cerca de uma semana, o governo federal anunciou a destinação de R$ 16 bilhões a mais para estados e municípios justamente, segundo a equipe econômica, para recompor eventuais perdas causadas pela crise. O FPE e o FPM são formados por verbas repassadas pelo governo federal a estados e municípios. O cálculo para o repasse é feito com base no número de habitantes e na renda per capita dos entes federados. Os recursos são constituídos por tributos arrecadados pela União. Por acordo entre partidos, foi incluído no texto o adiamento do recolhimento das contribuições patronais previdenciárias dos municípios enquanto durar a pandemia (leia os detalhes mais abaixo). Argumentos Efraim Filho argumenta que a retração da atividade econômica causada pela pandemia afetará as receitas públicas, o que deve impactar os recursos transferidos por meio do FPE e do FPM. "A solução passa pela maior participação da União para garantir no mínimo o valor transferido no exercício anterior de forma que seja possível manter uma previsibilidade e planejamento nos entes subnacionais e que não faltem recursos para o combate à pandemia e seus efeitos sociais", argumenta. Relator do projeto, o deputado Acácio Favacho (PROS-AP) também propôs a suspensão de bloqueios nos repasses dos fundos, condicionados ao pagamento de créditos dos estados e municípios à União. "Entendemos como irrazoável que a União segure repasses que podem ser pagos mais à frente, quando normalizada a situação do país", afirmou. No parecer, o relator destacou que o Poder Executivo anunciou a intenção de recompor os repasses, mas ainda não enviou uma proposta ao Congresso Nacional. Contribuições previdenciárias Favacho decidiu, também, acolher uma emenda (sugestão de alteração) que suspende o recolhimento das contribuições patronais previdenciárias dos municípios entre março e maio de 2020. O adiamento pode ser prorrogado, enquanto valer o estado de calamidade pública causado pelo coronavírus. O recolhimento será feito posteriormente, de forma parcelada em 24 vezes, corrigido pela Selic.
Governo detalhou medida provisória que faz parte das iniciativas para enfrentar a crise do coronavírus. Trabalhador deve ter estabilidade por período igual ao da redução da jornada. Governo detalha MP que autoriza empresas a reduzir salários e jornada de trabalho O governo anunciou nesta quarta-feira (1º) a medida provisória que permitirá a redução da jornada de trabalho com redução de salário. A MP faz parte das iniciativas para enfrentar a crise provocada pela pandemia de coronavírus. O custo previsto da medida é de R$ 51 bilhões. Segundo o governo, o programa atenderá a 24,5 milhões de trabalhadores. Sem a medida, o governo projetava a demissão de 12 milhões de pessoas. Com a medida, essa projeção cai para 3,2 milhões de trabalhadores. A redução poderá ser de 25%, 50% ou de 70% e vigorar por 90 dias, anunciou o secretário especial de Previdência do Ministério da Economia, Bruno Bianco. A medida também permitirá a suspensão total do contrato de trabalho por dois meses com o pagamento integral pelo governo do seguro-desemprego (leia detalhes mais abaixo). A MP prevê que o emprego do trabalhador que tiver a jornada reduzida deve ser mantido por um período igual ao da redução. Por exemplo: se o trabalhador e a empresa fizerem um acordo para redução de jornada e salário por dois meses, após esse período ele deve ter estabilidade no emprego por dois meses. Compensação pelo governo Quem tiver a jornada e o salário reduzidos receberá um auxílio do governo proporcional ao valor do seguro-desemprego. Assim, quem tiver uma redução de 50% por parte da empresa vai receber uma parcela de 50% do que seria o seu seguro-desemprego caso fosse demitido. Para quem recebe até três salários mínimos, esse pagamento quase compensa a redução de salário, segundo o secretário. "Ele [o trabalhador] vai ter uma jornada menor, um salário menor, proporcional, e vai ter um pagamento pago pelo governo no mesmo percentual que ele tem reduzido em proporções do seguro-desemprego. Portanto, uma redução muito pequena, uma recomposição quase completa do salário do empregado, mesmo com uma redução na carga horária", disse. Bianco explicou que apesar de o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda ser pago como se paga o seguro-desemprego, não haverá desconto caso o trabalhador seja demitido no futuro. “Em uma eventual demissão o trabalhador recebe 100% do seu seguro-desemprego”, afirmou. Bianco disse ainda que nenhum trabalhador vai receber menos de um salário mínimo. Empregado e empregador poderão decidir em consenso redução de jornada e salário Acordo individual Para trabalhadores que recebem até três salários mínimos, o acordo para redução de jornada e salário pode ser feita por acordo individual. “Isso porque nessa faixa salarial quase não haverá perda salarial porque há uma recomposição quase completa por parte do governo”, afirmou. Para quem recebe entre três salários mínimos e dois tetos do INSS (R$ 12.202,12, valor de referência), a redução de jornada e salário terá que ser feita por acordo coletivo, já que nessa faixa a compensação da parcela do seguro-desemprego não compensa toda a redução salarial. Acima de R$ 12.202,12, a lei trabalhista atual já autoriza acordo individual para redução de jornada e salário. Bianco destacou que em todos os casos o acordo coletivo pode ser válido e pode inclusive se sobrepor ao acordo individual. Forma de pagamento Segundo Bruno Dalcolmo, secretário de Trabalho do Ministério da Economia, o trabalhador não vai precisar solicitar o benefício. Após acordo com o trabalhador, a empresa comunicará o governo, e o benefício será pago diretamente na conta dele. “Os trabalhadores não precisarão fazer uma solicitação desse benefício. Recebida a comunicação por parte da empresa, nós processaremos o depósito na conta direta dos trabalhadores para que não haja obstáculos para a operacionalização”, afirmou Dalcolmo. Empregado doméstico As medidas, inclusive com a compensação do governo, também valem para empregados domésticos. “O empregador doméstico também poderá fazer as reduções”, disse o secretário. Suspensão do contrato de trabalho O secretário anunciou ainda que, para algumas empresas específicas que estão praticamente paradas, o governo permitirá a suspensão do contrato de trabalho. Nesse caso, os trabalhadores também receberão uma compensação do governo de até 100% do seguro-desemprego. "Também estamos proporcionando para algumas categorias. Para alguns setores que foram obrigados e que estão faticamente parados, se permite a suspensão do contrato de trabalho com o pagamento completo das parcelas do seguro-desemprego", afirmou Bruno Bianco. Para empresas com receita bruta de até R$ 4,8 milhões, o governo pagará 100% do valor do seguro-desemprego para esses trabalhadores, mesmo para os trabalhadores que não tenham direito a seguro desemprego. Para empresas com faturamento de mais de R$ 4,8 milhões, a empresa será obrigada a pagar uma ajuda compensatória de 30% do salário do empregado e o governo entra com 70% do valor do seguro desemprego. O prazo máximo para suspensão do contrato de trabalho é de 60 dias. O Ministério da Economia destacou ainda que no período de suspensão, o empregado não poderá permanecer trabalhando para o empregador, ainda que parcialmente, por meio de teletrabalho, trabalho remoto ou trabalho à distância. Em caso de suspensão, o trabalhador ainda terá a garantia provisória no emprego durante o período de suspensão e após o restabelecimento da jornada por um período igual ao da suspensão do contrato.
Atualmente, Imposto sobre Operações Financeiras para operações de crédito é de 3% ao ano. Secretário da Receita Federal afirmou que custo da medida será de R$ 7 bilhões. O secretário da Receita Federal, José Tostes Neto, anunciou nesta quarta-feira (1º) que o governo decidiu reduzir a zero – por 90 dias – a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito. Atualmente, o IOF para operações de crédito é de 3% ao ano. Segundo o secretário, a medida vai diminuir o custo do crédito em um momento em que o governo inicia um amplo número de linhas de crédito com juros reduzidos para ajudar a enfrentar a crise gerada pelo coronavírus. Segundo Tostes, o custo dessa medida é de R$ 7 bilhões. “Total desoneração do IOF que incide sobre as operações de crédito. O governo vai iniciar um amplo programa de linhas de crédito diferenciadas e especiais para atender às empresas, ao setor produtivo, com juros reduzidos”, afirmou Tostes Neto. Adiamento de contribuições Tostes Neto também anunciou o diferimento (adiamento) do recolhimento das contribuições para o Pis-Pasep, do pagamento da Cofins – contribuições que incidem sobre a receita das empresas – e também da contribuição patronal das empresas para a Previdência Social. Segundo o secretário da Receita, essas contribuições seriam devidas nos meses de abril e maio, e serão adiadas para pagamento nos meses de agosto e outubro. “Esse diferimento, o conjunto dessas quatro contribuições, representa nos dois meses, um valor estimado de R$ 80 bilhões, e também serão injetados no fluxo de caixas desse universo de empresas por conta desse diferimento”, explicou Tostes Neto.

Presidente se desculpou na tarde desta quarta-feira. Nesta manhã, muitos caminhões de alimentos eram descarregados normalmente no entreposto. Ceasa tem dia cheio em Contagem A Polícia Civil de Minas Gerais abriu inquérito para investigar um vídeo que teria sido gravado nesta terça-feira (31) na Ceasa, a Central de Abastecimento de Minas Gerais, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele foi postado pelo presidente Jair Bolsonaro em suas redes sociais no início da manhã desta quarta-feira (1º). Em seguida, o vídeo foi apagado. Nas imagens, um homem aparece mostrando o local vazio e dizendo que há desabastecimento. No texto, Bolsonaro diz que "não é um desentendimento entre o presidente e alguns governadores e prefeitos", e que "são fatos e realidades que devem ser mostrados". Mas a reportagem da TV Globo registrou grande movimentação de caminhões e clientes no local. A assessoria de imprensa da Ceasa também garantiu que não há falta de produtos por lá (leia mais abaixo). Mais tarde, o vídeo foi apagado das redes sociais do presidente que pediu desculpas pelo erro. Ceasa garante abastecimento na Grande BH Reprodução/TV Globo De acordo com a polícia, é contravenção penal "provocar alarme, anunciando desastre ou perigo inexistente, ou praticar qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto". Segundo delegado Rodrigo Bustamante, o vídeo possivelmente foi realizado durante um período de higienização. Coronavírus Algumas medidas foram adotadas para evitar a propagação do coronavírus na semana passada, mas o comércio de alimentos segue normalmente no entreposto e a Ceasa garante o abastecimento na Grande BH. Nesta manhã, muitos caminhões de verduras, frutas e legumes, que vão chegar às mesas dos moradores da região, eram descarregados. Caminhões formam fila na Ceasa em Contagem Reprodução/TV Globo Nota da Ceasa A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), responsável pela administração da Ceasa, enviou uma nota de esclarecimento. Leia na íntegra: "A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) esclarece que desde o dia 12 de março – quando foi decretada pelo Governo do Estado a situação de emergência em saúde pública em razão do surto de doença respiratória causada pelo Coronavírus (Covid-19) – segue monitorando, diariamente, as ações da Ceasaminas e afirma que o fluxo de abastecimento segue normal. Ontem, 31 de março, circulou pela internet um vídeo indicando o desabastecimento no entreposto da Grande BH, localizado Contagem. A Seapa afirma que a informação é inverídica. A limpeza do Mercado Livre do Produtor (MLP), local em que o vídeo foi gravado, é realizada todas as terças, quintas e sextas-feiras, no período da tarde, e aos finais de semana. Não é permitido no momento da limpeza a permanência das caixas com os alimentos. Informamos, ainda, que a Secretaria e suas vinculadas (Emater-MG, Epamig e Instituto Mineiro de Agropecuária - IMA) estão realizando o monitoramento da produção agropecuária no Estado, visando identificar possíveis impactos no processo de produção e abastecimento de alimentos. O levantamento e a sistematização das informações serão acompanhados semanalmente e atualizados uma vez por mês. O relatório da segunda quinzena de março, apresentado ao Comitê Extraordinário Covid-19, aponta situação de normalidade, sinalizando não haver impacto significativo da pandemia, nas produções dos principais grãos (soja, milho, feijão e sorgo); café, frutas e olerícolas; e carnes (bovina, suína e aves). O levantamento está disponível no site da Seapa (https://bit.ly/341PMFR)." Medidas para conter o coronavírus As medidas para evitar o coronavírus passaram a valer no último dia 23. Por causa da pandemia, menores de 14 anos e maiores de 60 não podem entrar na Ceasa por ora. Somente podem acessar o entreposto produtores rurais, consumidores e compradores dos entes ligados ao abastecimento, movimentadores de mercadoria, carregadores, motoristas de veículos utilitários e caminhões, sócios e empregados das empresas concessionária e empregados da Ceasa. Movimento na Ceasa na manhã desta quarta-feira (1º) Pedro Bohnenberger/CBN BH O funcionamento é normal nas empresas de hortifrutigranjeiros, abastecimento alimentar de pessoas e animais, bebidas, higiene e limpeza, farmácias e drogarias, fornecimento de insumos para produção agrícola, embalagens para produtos alimentícios, postos de combustíveis e agências bancárias para atendimento exclusivamente interno. Já as outras empresas podem abrir a partir das 11h. Restaurantes e lanchonetes ficarão abertos somente para pronta-entrega ou para retirada dos alimentos no local.
Projeto aprovado no Congresso prevê pagamento de benefício para até duas pessoas da mesma família, por três meses. Auxílio é voltado para quem teve a renda mais afetada pelo coronavírus. O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos, nesta quarta-feira (1º), a lei que estabelece um auxílio de R$ 600 mensais, por três meses, a trabalhadores informais. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, anunciou a sanção em rede social. A medida não tinha sido publicada no "Diário Oficial da União" até o início da manhã desta quinta-feira (2). A publicação é necessária para oficializar o auxílio e permitir que o benefício seja concedido. Bolsonaro sanciona ajuda emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais O auxílio tem o objetivo de diminuir o impacto da pandemia do coronavírus na renda dessas pessoas – que não têm carteira assinada e, por isso, foram mais afetadas pelas medidas de isolamento social. Pela manhã, Bolsonaro anunciou em pronunciamento que sancionaria o texto ainda nesta quarta. Segundo ele, o auxílio deverá beneficiar 54 milhões de pessoas, com custo aproximado de R$ 98 bilhões. O governo ainda não anunciou o calendário oficial de pagamento. No início da noite, o presidente da República afirmou que já tinha assinado a sanção da lei, mas só enviaria o texto à publicação junto com uma medida provisória (MP) para indicar a fonte dos R$ 98 bilhões. A MP deve criar um crédito extraordinário nesse valor. "Para publicar, eu preciso de uma outra medida provisória com crédito. Se não, fica um cheque sem fundo na praça. Está certo? Daí, sim, deve terminar, deve terminar. Aí talvez traz em casa e eu assino, publico. No caso, agora não adianta publicar em Diário [Oficial da União] extra. Eu público no Diário ordinário de amanhã", declarou. Enviado ao Congresso Nacional pelo governo, o projeto foi aprovado pela Câmara na semana passada e pelo Senado na última (30). A proposta original previa um auxílio de R$ 200 mas os parlamentares, com o aval do Executivo, aumentaram o valor para R$ 600. Segundo o projeto, o auxílio será limitado a duas pessoas da mesma família. O texto aprovado ainda definiu que a trabalhadora informal que for mãe e chefe de família terá direito a duas cotas, ou seja, receberá R$ 1,2 mil mensais por três meses. Vetos ao texto O presidente Jair Bolsonaro vetou três itens do texto aprovado pelo Congresso Nacional. Segundo o Planalto, esses vetos foram orientados pelos ministérios da Economia e da Cidadania. Com o veto, essas condições ficam excluídas do texto que entrará em vigor. Os vetos serão analisados pelo Congresso, que pode derrubar os trechos em definitivo ou restaurar a validade dessas regras. Ampliação do BPC O principal trecho vetado é o que garantia, na nova lei, a ampliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC) definida pelo Congresso no início de março. Essa ampliação, segundo o governo federal, tem impacto de R$ 20 bilhões ao ano nas contas públicas. A extensão do BPC foi definida quando o Congresso derrubou um veto de Bolsonaro ao tema. O ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), chegou a adiar a mudança nas regras até a definição de medidas "compensatórias" para esse custo extra. Dias depois, Dantas mudou de ideia e suspendeu todas as decisões por 15 dias. Segundo o ministro, a flexibilização das regras fiscais e de austeridade no contexto da pandemia do coronavírus poderia ser aproveitada, também, para garantir a inclusão de novos beneficiários no BPC. Enquanto não há resposta definitiva, os parlamentares voltaram a incluir o tema na lei do auxílio emergencial. E, na análise final, Bolsonaro voltou a vetar o dispositivo. Segundo o governo, a medida fere a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Reavaliação dos critérios O governo também vetou um dispositivo, aprovado pelo Congresso, que cancelava o auxílio emergencial do beneficiário que, ao longo dos três meses, deixasse de atender aos pré-requisitos. Segundo o governo, esse ponto "contraria o interesse público" e gera um esforço desnecessário de conferência, mês a mês, de todos os benefícios que estarão sendo pagos. O Ministério da Cidadania defende que é preferível "concentrar esforços e custos operacionais" na construção de outras medidas de enfrentamento à Covid-19. Restrição à conta bancária O Palácio do Planalto também decidiu vetar uma regra que restringia o tipo de conta bancária onde o auxílio poderia ser depositado. Pelo texto aprovado, o benefício só poderia ser pago em "conta do tipo poupança social digital, de abertura automática em nome dos beneficiários", criada para receber recursos exclusivos de programas sociais, do PIS/Pasep e do FGTS. Fila de prioridades Em entrevista na segunda-feira (30), o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, informou que trabalhadores informais que recebem o Bolsa Família, e aqueles que estão no Cadastro Único, devem ser os primeiros a receber o auxílio. Bolsonaro anunciou que sancionaria nesta quarta auxílio de R$ 600 a informais No caso do Bolsa Família, o benefício não será acumulado. Se o pagamento de R$ 600 for mais vantajoso, haverá uma substituição automática e o trabalhador informal receberá apenas esse auxílio temporário. Ao fim desse período, se continuar atendendo aos critérios, ele volta a receber o Bolsa Família. Trabalhadores informais que não constam em nenhum cadastro do governo devem ficar por último no cronograma de pagamento, que ainda não tem data para começar a ser feito. Segundo Onyx, o pagamento deverá ser feito por meio de agências e aplicativos de bancos federais, como Caixa, Banco do Brasil, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste, além de lotéricas e aplicativos desses bancos. Requisitos A lei sancionada estabelece uma série de requisitos para que o autônomo tenha direito ao auxílio, apelidado por alguns parlamentares de "coronavoucher". Segundo o texto aprovado no Congresso, o trabalhador precisa ter mais de 18 anos, cumprir critérios de renda familiar e não pode receber benefícios previdenciários, seguro desemprego nem participar de programas de transferência de renda do governo federal, com exceção do Bolsa Família. Initial plugin text

Prazo era 30 de abril. Motivo do adiamento é a crise provocada pela pandemia do coronavírus. Até a última segunda, tinham sido entregues 8 milhões dos 32 milhões de declarações esperadas. Integrantes da equipe econômica detalham medidas do governo em entrevista no Palácio do Planalto Gustavo Garcia/G1 O secretário da Receita Federal, José Tostes Neto, anunciou nesta quarta-feira (1º) a prorrogação do prazo de entrega da declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) por 60 dias. Com isso, o prazo para a entrega da declaração de 2020 passa de 30 de abril para 30 de junho. "Esse prazo venceria no próximo dia 30 de abril e está sendo prorrogado para entrega no dia 30 de junho. Portanto prorrogação por dois meses do prazo de entrega das pessoas físicas", afirmou o secretário. A Receita ainda avalia se será mantido o prazo do primeiro lote da restituição, previsto para 30 de maio. Tostes Neto deu as informações em uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto ao lado de outros integrantes da equipe econômica do governo. De acordo com o último balanço divulgado pela Receita, em 30 de março, foram recebidas pelo órgão 8,1 milhões de declarações – cerca de 25% do total. A expectativa, segundo o governo federal, é que 32 milhões de contribuintes façam a declaração em 2020. Receita adia em dois meses a entrega do imposto de renda 2020 Impacto do coronavírus Há cerca de duas semanas, o secretário Tostes Neto afirmou que a Receita avaliaria o adiamento do prazo em razão do avanço da pandemia do novo coronavírus. Na ocasião, explicou que o órgão avaliaria o impacto da crise nas condições do contribuinte de declarar o imposto.

Analistas do setor apostam em uma nova onda de consumo para a reposição de estoques. As vendas em supermercados paulistas começam a desacelerar nesta semana, com queda em relação ao início do mês passado. Os dados indicam que houve uma forte antecipação de compras nas lojas, e o consumidor, estocado com receio do coronavírus, reduziu a ida aos pontos de venda. A dúvida dos executivos do setor é se essa curva voltará a subir e se estabilizar – com os clientes retornando às lojas para a reposição dos estoques – ou se a antecipação foi tão forte que o ritmo de desaceleração se intensificará. Especialistas ouvidos pelo Valor acreditam mais na primeira opção. Supermercados tiveram alta procura e falta de alguns itens durante quarentena pelo coronavírus Camila Lima Os dados da Apas, a associação paulista de supermercados, mostram que, na segunda-feira, 30 de março, houve queda de 2,9% nas vendas em relação a 2 de março, outra segunda-feira. Foi o segundo período consecutivo com retração. No relatório da Apas relativo aos dias 27 a 29 de março, versus 28 de fevereiro a 31 de fevereiro, o recuo foi mais intenso, de 7,7%. O movimento de desaceleração e até retração na demanda já era esperado pelo mercado. “Agora, as vendas estão relativamente em ritmo normal e abaixo do movimento do começo do mês de março”, resume comunicado da Apas. Esse dado de comportamento do consumidor é importante dentro da discussão de como os supermercados podem ser impactados negativamente pela crise, apesar do crescimento das vendas em primeiro momento, dada a necessidade de estoque da população. “A expectativa é que depois dessa queda, volte a subir um pouco, numa nova onda de consumo, menor que a do pico verificado dez dias atrás”, disse sócio diretor da consultoria Martinez de Araújo, Manoel de Araújo, ex-diretor do Carrefour. “Depois dessa alta, o provável é que volte a cair na segunda semana do mês”, afirma. “Quem vai sofrer mais é quem depende de Páscoa, que será muito ruim neste ano.” “Viemos de uma curva com alta forte, meio em ‘V’, e agora devem vir novas ondas com altas mais suaves. Isso se, obviamente, a situação da quarentena não piorar e formos para alguma normalidade”, diz Antonio Coriolano, analista a RetailConsulting. As vendas do setor supermercadista em São Paulo chegaram a superar taxas de crescimento diárias de 40%, com alguns produtos triplicando de venda em março. No último dia 19, na semana em que se decretou quarentena no Estado, as vendas subiram 48,5% em relação a 20 de fevereiro. De sexta a domingo, a alta foi de 45,6%. A partir de 23 de março, houve desaceleração contínua das vendas, até ter a queda no índice no fim de semana.

Plataformas estavam funcionando, mas houve problemas para envio de imagens. De acordo com Facebook, que é dono das três plataformas, situação foi normalizada. Sede do Facebook, na Califórnia Thiago Lavado/G1 Usuários do Facebook, Instagram e WhatsApp relataram instabilidade nas plataformas — todas pertencentes ao grupo Facebook — no final da tarde desta quarta-feira (1°). Embora fosse possível acessar os serviços, pessoas disseram que não conseguiam enviar mídias, como imagens ou áudios. Segundo um porta-voz do Facebook a situação já foi normalizada. "Hoje mais cedo, algumas pessoas podem ter tido problemas para visualizar imagens em nossos aplicativos devido a um erro de rede. Essa questão foi resolvida e os aplicativos estão funcionando normalmente." O site Down Detector, que reúne reclamações de usuários ao redor do mundo em páginas e serviços, apontou problemas nas três redes. Apesar disso, o site de desenvolvedores do Facebook, que mostra o status atual da rede, não informou qualquer tipo de erro nas plataformas. Com a quarentena causada pelo coronavírus, o tráfego de internet no Brasil tem crescido nos últimos dias. Initial plugin text Initial plugin text

Reservas de petróleo dos EUA avançaram em 13,8 milhões de barris na última semana. Os preços do petróleo recuaram nesta quarta-feira (1), depois de os estoques da commodity nos Estados Unidos registrarem na semana passada o maior aumento desde 2016, enquanto a demanda por gasolina sofreu sua baixa semanal mais expressiva da história devido à pandemia de coronavírus. As reservas de petróleo dos EUA avançaram em 13,8 milhões de barris na última semana, disse a Administração de Informação sobre Energia (AIE). Esse é o maior aumento em uma só semana desde 2016, e analistas esperam que dados semelhantes sejam verificados nas próximas semanas, à medida que refinarias reduzem ainda mais as operações e a demanda por gasolina continua a cair. Campo terrestre de exploração de petróleo da Petrobras no Nordeste Divulgação "A demanda está um desastre", disse Bob Yawger, diretor de Futuros de Energia da Mizuho em Nova York. "Esse é todo o problema por aqui. Está horrível." O petróleo dos EUA fechou em queda de 0,17 dólar, a US$ 20,31 dólares, após atingir uma mínima de US$ 19,90 na sessão. Já o petróleo Brent para junho recuou 1,61 dólares, ou 6,1%, para US$ 24,74 o barril. O valor de referência internacional chegou a recuar a 21,65 dólares na segunda-feira, menor nível desde 2002, quando o agora já expirado contrato maio era o vencimento de primeiro mês.
Projeto permite que homens chefes de família recebam o dobro do benefício e inclui, ainda, informais que tiveram rendimento alto em anos anteriores. Proposta vai à análise da Câmara. O Senado aprovou em sessão virtual, nesta quarta-feira (1º), um projeto com alterações no auxílio emergencial de R$ 600 que deve ser pago a trabalhadores informais nos próximos três meses. O texto mantém o valor e a duração do benefício, mas inclui grupos sociais que não teriam direito ao auxílio pela proposta original. Serão incluídos, se esse texto for aprovado: mães adolescentes; trabalhadores informais que, em 2018, tiveram rendimentos altos e foram excluídos da proposta original. O texto também dobra o valor pago a homens solteiros que sejam chefes de família. Eles poderão sacar duas "cotas" por mês, ou seja, R$ 1,2 mil. Mulheres nessa mesma situação familiar já estavam incluídas no auxílio. O auxílio emergencial foi aprovado pelo Congresso e enviado à sanção do presidente Jair Bolsonaro na última segunda-feira (30). À noite, o governo informou que a lei já foi assinada e deve ser publicada no "Diário Oficial da União" até esta quinta (2). Ainda não há um cronograma para o pagamento. Veja como votou cada senador O auxílio emergencial tem o objetivo de diminuir o impacto da pandemia do coronavírus na renda dessas pessoas – que não têm carteira assinada e, por isso, foram mais afetadas pelas medidas de isolamento social. Especialistas em saúde pública de todo o mundo vêm afirmando que o isolamento é a melhor estratégia para controlar a expansão da Covid-19. O novo texto permite, entre outras coisas, que homens chefes de família recebam o dobro do valor, ou seja, R$ 1,2 mil mensais. A versão original autorizava esse acúmulo apenas a mulheres provedoras de lares. >> Veja outras mudanças abaixo Na votação da última segunda (30), o Senado não fez alterações na proposta aprovada pela Câmara para evitar que o texto voltasse à análise dos deputados, o que acabaria atrasando a tramitação. O texto aprovado nesta quarta faz essas alterações, que deverão ser publicadas separadamente. As mudanças aprovadas pelos senadores seguem, agora, para análise da Câmara dos Deputados. Se for aprovado sem alterações, o texto vai à sanção do presidente Jair Bolsonaro. Coronavírus: Bolsonaro diz que anuncia nesta quarta sanção de auxílio de R$ 600 Segundo cálculos preliminares da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, a proposta, se entrar em vigor, ampliará em 7,7 milhões o número de pessoas que poderão receber o auxílio. O impacto adicional seria de R$ 13,9 bilhões. O projeto inicial foi apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O relator do texto, Esperidião Amin (PP-SC), acolheu sugestões de outros parlamentares e apresentou um substitutivo, ou seja, uma nova versão do projeto. De acordo com essa versão, têm direito ao auxílio de R$ 600 mensais os trabalhadores informais, sejam empregados, autônomos ou desempregados, de qualquer natureza. O texto deixa claro que profissionais intermitentes inativos também serão incluídos. O contrato intermitente é uma modalidade criada na última reforma trabalhista. Entenda, abaixo, as principais mudanças feitas pelo novo texto no benefício que já foi aprovado pelo Congresso Nacional. Categorias citadas O primeiro projeto sobre o auxílio emergencial, aprovado no começo da semana, previa que o benefício fosse pago a informais de todas as categorias, sem mencionar profissões ou atividades específicas. O novo texto cria uma lista de atividades beneficiadas. Essa relação não impede que outras profissões também sejam contempladas mas, segundo o relator, cria uma "salvaguarda" para os profissionais incluídos. A lista é composta, entre outras atividades, por pescadores profissionais artesanais e aquicultores; agricultores familiares registrados no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar; catadores de recicláveis associados ou cooperados; diaristas; taxistas e mototaxistas; caminhoneiros, entregadores de aplicativo e motoristas de app ou transporte escolar. Sem renda máxima anterior O texto também revoga o requisito, previsto originalmente, de que o trabalhador com direito a receber o auxílio emergencial não tivesse recebido, em 2018, rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70. “Consideramos justo não se exigir requisito de limite de rendimentos tributáveis recebidos em ano anterior ao de 2020 para a concessão do auxílio emergencial. Foi, então, construído um texto, debatido entre mim e o Ministério da Economia, de forma a garantir a lisura do atendimento, impedindo que trabalhadores com renda, acima do limite de isenção, não se beneficiem do auxílio emergencial”, afirmou o relator da proposta, Esperidião Amin (PP-SC). “Ao invés de criarmos uma proibição ao acesso ao auxílio emergencial, que poderia prejudicar cidadãos que tiveram renda em anos anteriores e perderam devido às medidas de combate à pandemia da covid-19; criamos uma sanção a posteriori aos que postularem o auxílio e que possuem rendimentos acima do limite de isenção”, completou o parlamentar catarinense. Mães adolescentes O texto também abre a possibilidade de as mães adolescentes receberem o auxílio emergencial, desde que atendam aos demais requisitos previstos no projeto aprovado no início da semana. Para isso, elas não precisam comprovar que trabalham como informais. Assim como o texto original, o projeto deixa claro que o recebimento do Bolsa Família não impede o acesso ao benefício emergencial. Se o auxílio de R$ 600 for maior, o sistema vai "substituir" um pagamento pelo outro. Cada família pode receber até duas cotas do novo auxílio, ou acumular uma cota e um benefício do Bolsa Família. Mães e pais de família Se as mudanças aprovadas pelo Senado entrarem em vigor, poderão acumular duas cotas do benefício os "pais solo" que forem chefes de família. Cada um poderá receber R$ 1,2 mil mensais. O primeiro texto previa essa possibilidade apenas para a mulher chefe de família. Suspensão do Fies A proposta também prevê a suspensão, durante a pandemia, do pagamento das parcelas do Fies, programa governamental de financiamento de cursos de ensino superior. No entanto, a suspensão valerá apenas para os estudantes adimplentes no momento em que foi declarado o estado de calamidade pública, ou seja, no dia 20 de março. Programa de Auxílio Emprego O projeto também cria a possibilidade de um "Programa de Auxílio Emprego", autorizando o Executivo a firmar acordos com empresas ou pessoas físicas empregadoras para ajudar no pagamento dos funcionários. Essa autorização possibilita que o Executivo, enquanto durar o estado de calamidade pública, se responsabilize por até três salários mínimos por trabalhador – dentro do salário que ele já receberia. Para isso, será preciso que o empregador se comprometa a não demitir o funcionário nos 12 meses posteriores ao fim do auxílio. O projeto permite que o programa seja criado, mas a efetivação disso depende do Poder Executivo.

Receio com o futuro das empresas fez investidores fugirem até das ações com menor volatilidade O índice S&P 500, referência da bolsa de valores de Nova York, fechou em queda de mais de 4% nesta quarta-feira, com o aumento do número de mortos em decorrência do coronavírus nos Estados Unidos. O dado levou investidores a fugir até mesmo das ações mais defensivas. Dados econômicos mostraram que a atividade manufatureira dos EUA contraiu menos do que o esperado no mês de março, mas as interrupções causadas pela pandemia do coronavírus levaram os novos pedidos recebidos pelas fábricas às mínimas em 11 anos, reforçando a visão dos economistas de que há sinais de recessão. Operador na Bolsa de Nova York - Wall Street Andrew Kelly/Reuters Além disso, o fechamento de empresas, com as autoridades tentando conter o coronavírus, gerou uma redução de 27 mil postos de trabalho no setor privado no mês passado. Trata-se do primeiro declínio desde setembro de 2017, de acordo com o Relatório Nacional de Emprego divulgado nesta quarta-feira. O índice Dow Jones e o índice de referência S&P 500 acentuaram as perdas à medida que o presidente Donald Trump alertou os norte-americanos sobre "dolorosas" duas semanas pela frente, e as autoridades de saúde destacarem as previsões de pesquisas sobre um enorme salto das mortes relacionadas ao vírus. Aproximadamente duas semanas antes do início da temporada de balanços do primeiro trimestre, os investidores estão "muito sensíveis às últimas notícias" sobre o vírus devido à falta de informações fundamentais, disse John Augustine, diretor de investimentos do Huntington National Bank em Columbus, Ohio. "Ainda não sabemos todo o impacto econômico e nos balanços e isso é preocupante para os norte-americanos com essas projeções da taxa de mortalidade." As empresas do S&P 500 devem entrar em recessão em 2020, recuando 4,3% no primeiro trimestre e 10,9% no segundo, de acordo com as últimas estimativas coletadas pela Refinitiv. O Dow Jones Industrial Average recuou 4,44%, para 20.943,51 pontos, o S&P 500 perdeu 4,41%, para 2.470,5 pontos e o Nasdaq Composite retraiu 4,41%, para 7.360,58 pontos. Initial plugin text

Segundo associação, falta de funcionários prejudicará severamente os mercados atacadistas do país, podendo até mesmo paralisá-los. Trabalhador descansa durante colheita de trigo em Mannana, no estado de Punjab, Índia REUTERS/Ajay Verma Uma severa escassez de mão de obra na Índia, desencadeada pelo isolamento de 21 dias que visa conter a disseminação do coronavírus, vai dificultar a colheita das safras de inverno no segundo maior produtor global de grãos básicos para alimentação, como o trigo. Os estados produtores de Punjab, Haryana e Uttar Pradesh, no norte do país, dependem de trabalhadores rurais do leste da Índia, mas a maior parte deles retornou para seus locais de origem após o início do "lockdown" no dia 24 de março, temendo o vírus e enfrentando interrupções salariais. "Nós nunca vimos algo assim", disse Ramandeep Singh Mann, agricultor de Punjab, cuja família produz trigo, arroz e algodão em mais de 18 hectares e empregaria dez trabalhadores com o uso de colheitadeiras mecânicas. "Não temos ninguém para as colheitas." Mann é apenas um dos milhares de agricultores preocupados com a possibilidade de a escassez sem precedentes de mão de obra resultar em dificuldades para que as colheitadeiras sejam colocadas nos campos ou até mesmo para que as colheitas manuais, previstas para meados de abril, ocorram. Colheitas mais tardias significam produtividades menores, retornos reduzidos e uma janela mais estreita para o plantio da próxima safra, além de deixarem os cultivos vulneráveis à chuva e às tempestades de granizo. Mesmo que os agricultores consigam de alguma forma concluir a colheita, em seguida passariam a enfrentar dificuldades para levar os produtos ao mercado, com poucos caminhões disponíveis para o transporte de grandes volumes. Segundo Sudhir Panwar, presidente da associação de produtores Kisan Jagriti Manch, a falta de mão de obra prejudicará severamente os mercados atacadistas do país, podendo até mesmo paralisá-los. Initial plugin text

Mais de 24 milhões de brasileiros podem ser afetados pelos reflexos da pandemia de coronavírus. Haverá um auxílio emergencial de R$ 600 para quem está nessa situação. Taxista está entre as profissões de trabalhadores autônomos Quésia Melo/G1 A quarentena e o isolamento social são medidas fundamentais para conter o avanço do coronavírus. Mas, certamente trarão impactos econômicos para trabalhadores em todo o mundo. O grupo que mais deve sentir essas consequências é o dos autônomos e trabalhadores informais, que, segundo o IBGE, são mais de 24 milhões de pessoas. Após a edição de Medidas Provisórias com medidas que alteram regras trabalhistas para os trabalhadores formais, um projeto prevê o pagamento de um auxílio de R$ 600 para trabalhadores informais e autônomos, desde que estes estejam dentro de critérios pré-estabelecidos. O texto já foi aprovado pela Câmara e pelo Senado (veja quem poderá receber o benefício). O presidente Jair Bolsonaro sancionou a medida nesta quarta-feira (1º). O G1 ouviu advogados, e tira dúvidas sobre direitos trabalhistas de quem é autônomo ou trabalhador informal: qual a diferença entre empregado, trabalhador informal e autônomo? quais são os direitos de autônomos e informais? empresa que contrata os serviços tem alguma responsabilidade? funcionário que atua como pessoa jurídica tem algum direito adicional? a empresa pode romper o contrato com um prestador de serviço? como deve funcionar o auxílio emergencial? Trabalhadores informais dependem do comércio para obter renda Reprodução/TV Globo Qual a diferença entre empregado, trabalhador informal e autônomo? “Todo empregado é um trabalhador, mas nem todo trabalhador é um empregado”, explica Leone Pereira, especialista em Direito Trabalhista e sócio do Escritório PMR Advogados. Empregado é aquele que possui acesso às leis trabalhistas, regidas pela CLT. Ele recebe salário, tem subordinação e possui benefícios como 13º salário, férias remuneradas e seguro-desemprego. Já o autônomo não usufrui das mesmas condições. “É uma pessoa física que exerce atividade econômica por conta própria, podendo prestar serviço a outra pessoa sem gerar vínculo empregatício”, diz Bianca Canzi, do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados. A função do autônomo pode ser regulamentada por alguma entidade. Essa, de acordo com os advogados ouvidos, é uma das diferenças para o trabalhador informal. “O informal ocorre quando a pessoa física não possui registro em carteira de trabalho e também não possui registros de sua atividade econômica junto aos órgão públicos”, define Erick Magalhães, sócio do escritório Magalhães & Moreno Advogados. G1 faz guia do home office em tempo de coronavírus Veja o que muda na vida do empregado com a MP que altera regras trabalhistas Quais são os direitos de autônomos e informais? “O autônomo é patrão de si próprio. Por ele não ter vínculo, ele não tem direito nenhum”, explica a advogada Priscila Ferreira. O mesmo vale para os trabalhadores informais. Como não possuem vínculos com empresas, dependem de si próprios para prover, por exemplo, plano de saúde ou férias. No entanto, tanto o informal como o autônomo podem atuar como contribuintes individuais do INSS. Nesse caso, “terão os mesmo direitos garantidos a pessoas registradas, como aposentadoria por idade, por invalidez, por tempo de contribuição ou especial; auxílio-doença; auxílio-reclusão; salário-maternidade e pensão em caso de morte”, diz Bianca Canzi. Caso fiquem doentes, autônomos e trabalhadores informais que fazem a contribuição facultativa podem recorrer ao auxílio-doença. "Isso é atestado por um médico. Com o fechamento dos postos, os atendimentos foram flexibilizados. Mas não é uma autodeclaração", afirma o advogado Carlos Eduardo Ambiel, sócio do escritório Ambiel, Manssur, Belfiore & Malta Advogados. Nessas situações, Ambiel explica que o INSS concede o pagamento no ato do afastamento. O valor do benefício varia de acordo com a contribuição do trabalhador. A empresa que contrata o serviço de um autônomo tem responsabilidade sobre ele? De acordo com os advogados ouvidos pelo G1, a relação entre empresa e o autônomo é diferente daquela entre a empregadora e o empregado. Por isso, do ponto de vista legal, não há obrigação por parte das companhias. “Não existe qualquer responsabilidade da empresa contratante, da mesma forma que não existe entre o empregador e a empregada diarista, por exemplo”, Fernando Almeida Prado, sócio do BFAP Advogados. Esse também é o entendimento para um setor que tem crescido no país: o de aplicativos de transporte. Nesse caso, algumas empresas têm anunciado auxílios aos colaboradores. Quando o trabalhador é um empregado, a situação muda de figura. “De um dia para outro, muita gente perde toda a renda. Isso não acontece com o empregado. Ele é protegido pela lei. A tal ponto que todo risco do negócio é assumido pela empresa, inclusive o salário”, aponta Thereza Cristina Carneiro, sócia trabalhista do CSMV Advogados. Funcionário que atua como pessoa jurídica tem algum direto adicional? Nesse caso, vale a mesma regra dos autônomos. Afinal, os chamados “PJs” são autônomos que abriram uma empresa. “O PJ não é nem autônomo, nem empregado. É um empresário da sua própria força de trabalho. Ele é uma empresa, que emite nota fiscal. Qualquer benefício que ele queira, ele que precisa providenciar”, diz Thereza Cristina Carneiro. A empresa pode romper o contrato com um prestador de serviço? Nesse caso, é preciso considerar o que está escrito no contrato. O advogado Carlos Eduardo Ambiel alerta que o descumprimento unilateral não é recomendado. "Quando há um contrato de serviço, presume-se uma situação que existia quando a negociação foi feita. É possível pedir uma revisão ou uma rescisão do contrato, motivada por uma força maior, como uma pandemia", completa. Como deve funcionar o auxílio emergencial? Segundo o projeto de lei, o benefício será pago a trabalhadores informais, desempregados e MEIs. Será preciso se enquadrar em uma das condições abaixo: ser titular de pessoa jurídica (Micro Empreendedor Individual, ou MEI); estar inscrito Cadastro Único (CadÚnico) para Programas Sociais do Governo Federal até o último dia dia 20 de março; cumprir o requisito de renda média (renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, e de até 3 salários mínimos por família) até 20 de março de 2020; ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social. Além disso, todos os beneficiários deverão: ter mais de 18 anos de idade; ter renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 522,50); ter renda mensal até 3 salários mínimos (R$ 3.135) por família; não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018. A mulher que for mãe e chefe de família, e estiver dentro dos demais critérios, poderá receber R$ 1,2 mil (duas cotas) por mês. Auxílio emergencial: quem deve ter direito e como deve funcionar a ajuda de R$ 600 para trabalhadores informais Na renda familiar, serão considerados todos os rendimentos obtidos por todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do Bolsa Família. Initial plugin text

Segundo o governo chinês, apesar dos avanços na contenção da doença, ainda levará tempo para que a oferta de carne de porco seja restaurada. Criação de suínos Reprodução/TV TEM A China vai monitorar de perto as medidas de prevenção à peste suína africana em um momento em que pressiona agricultores a retomarem a produção de porcos para que a meta anual do país seja atingida, disse nesta quarta-feira (1º) o Ministério da Agricultura local. Apesar dos avanços chineses na contenção da doença, ainda levará tempo para que a produção de carne suína seja toda restaurada, afirmou o ministério a governos locais em uma videoconferência, acrescentando que o transporte frequente de leitões e matrizes elevou o risco de que a patologia ressurja. A peste suína africana foi um dos principais motivos que fizeram os chineses aumentarem – e muito – as compras de carne do Brasil em 2019 e início de 2020. O ministério também pediu que governos locais conduzam investigações rígidas quanto ao transporte de animais e reprimam irregularidades, como a venda de porcos que tenham morrido em decorrência da peste. "(Cada região) deve acelerar seus projetos que estão em construção... e reabastecer estoques em criações de pequeno a médio porte", acrescentou a pasta. A China registrou diversos novos casos da doença no mês passado, sendo a maior parte deles por causa do transporte de animais entre províncias. O Ministério da Agricultura chinês iniciou uma investigação de 60 dias sobre transporte ilegal de suínos, com início em 1º de abril, disse a pasta em outro comunicado.

Consulta pode ser feita pelo site, aplicativo ou telefone. O governo anunciou que vai pagar um auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais, desempregados e MEIs nesta quarta-feira (1) para os inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) do Ministério da Cidadania até o último dia 20 de março. Quem deve ter direito e como deve funcionar a ajuda de R$ 600 para trabalhadores informais Você pode saber se está inscrito no CadÚnico de três maneiras: pelo site do Ministério da Cidadania, pelo aplicativo Meu CadÚnico e pelo telefone. Pelo site Para saber se o seu nome está no CadÚnico, é preciso acessar este link: aplicacoes.mds.gov.br/sagi/consulta_cidadao/. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Cidadania, o site apresenta instabilidade na quarta-feira (1). No endereço acima, você irá encontrar essa página: Página da Consulta Cidadão Reprodução do Ministério da Cidadania Nessa página, rolando a tela para baixo, você encontrará este formulário: Formulário Cadúnico Reprodução do Ministério da Cidadania Neste formulário, é preciso preencher o nome completo, data de nascimento, o nome da mãe e selecionar o estado e o município onde que você mora. Após preencher, é só clicar em "Emitir" e, assim, saber se o seu nome está ou não inscrito no CadÚnico. O planejador financeiro da Par Mais, Jailon Giacomelli, diz que se uma pessoa lembra que foi cadastrado, mas não encontra, uma dica é buscar por várias versões do seu nome. Segundo ele, muitas vezes, quando um assistente de uma secretaria municipal vai até a casa de uma família de baixa renda fazer o cadastro, a pessoa não lembra qual foi o nome que ela informou ao assistente. "Então é importante tentar várias versões", diz. Aplicativo É possível também fazer a consulta pelo aplicativo Meu CadÚnico. Clique aqui para baixar o aplicativo no seu celular. Após baixar e abrir o app, é só clicar em 'entrar'. Cadunico Reprodução E inserir as mesmas informações solicitadas pelo site: nome completo, data de nascimento, nome da mãe e estado. Cadunico Reprodução Consulta telefônica O Ministério também disponibiliza um canal de atendimento por telefone para tirar as dúvidas sobre os programas sociais e CadÚnico no 0800 707 2003. O serviço de ligação é gratuito, mas precisa ser feito por meio de um telefone fixo. Os horários de atendimento são: 07h às 19h de segunda a sexta-feira. 10h às 16h nos finais de semana e feriados nacionais e durante o Calendário de Pagamento do Bolsa Família. É preciso estar inscrito no CadÚnico para receber o auxílio de R$ 600? O trabalhador de baixa renda não precisará estar inscrito no CadÚnico para receber o benefício – será necessário apenas cumprir com o limite de renda média. O CadÚnico vai auxiliar na verificação dessa renda para quem está inscrito – para que não está, a verificação será feita por meio de autodeclaração em plataforma digital. Ainda não foi informado como essa declaração será feita. Mas o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, afirmou que trabalhadores informais que não constam em nenhum cadastro do governo devem ficar por último no cronograma de pagamento.

A agência France Presse destacou índices que mostram os primeiros impactos da pandemia ao redor do mundo Levantamento da agência francesa France Presse mostra algumas das cifras da catástrofe econômica e social causada pelo novo coronavírus. Os indicativos vão da redução de voos comerciais até o número de desempregados. Zero Nenhum avião da Easyjet levantou voo desde que a companhia aérea britânica decidiu paralisar toda a frota. Na França, nenhum avião comercial decolou do aeroporto de Paris-Orly desde que o local fechou, na noite desta terça-feira. Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo, as companhias aéreas precisam de uma ajuda de emergência de até US$ 200 bilhões devido às medidas de contenção e ao fechamento de fronteiras. Aeroporto internacional de Orly, em Paris, é visto vazio nesta quarta-feira (1) Francois Mori/G1 -5% Na Alemanha, motor econômico da Europa, o governo prevê que a atividade econômica diminuirá 5% este ano. Já a China terá crescimento neste ano de +0,1%, no pior dos casos previstos pelo Banco Mundial. Em janeiro, o aumento esperado era de 5,9%. De acordo com a agência Moody's, os países do G20 sofrerão coletivamente uma contração de 0,5% do seu PIB em 2020. Nos Estados Unidos, ela seria de -2% e na Eurozona, de -2,2%. -30% Em Wall Street, o Dow Jones registrou o pior trimestre desde 1987, caindo 23% desde 1º de janeiro. Na Europa, a queda foi ainda maior, de cerca de 30% nas principais praças. Muitos grupos industriais viram suas ações desmoronar. No setor automobilístico, por exemplo, a ação da francesa Renault caiu pela metade desde o começo do ano. O mesmo aconteceu com a montadora alemã Daimler e a americana Ford. Dividido por três Os preços dos dois barris de petróleo de referência, Brent e WTI, foram divididos por três desde o começo do ano. O movimento é resultado da junção entre demanda reduzida e uma oferta cada vez mais abundante, dentro da guerra de preços entre os maiores produtores mundiais. Trata-se da maior queda em um trimestre desde a criação destes contratos, nos anos 1980. US$ 5 trilhões As nações do G20 prometeram aportar mais de US$ 5 trilhões para tentar evitar que uma crise econômica de curto prazo se converta em uma depressão econômica de anos. Só nos Estados Unidos, a previsão é que mais de US$ 2 trilhões sejam destinados à ajuda aos lares e empresas daquele país. A França anunciou US$ 45 bilhões, dos quais US$ 8,5 bilhões serão destinados a apoiar o desemprego temporário, um sistema inspirado na Alemanha. Frente às dificuldades que alguns países terão para pagar suas dívidas, o FMI garante uma capacidade de empréstimo de US$ 1 trilhão para os próximos anos. Três milhões, oito milhões A pandemia faz temer um surto mundial de desemprego e desigualdade. Nos Estados Unidos, onde mesmo empregados com contratos longos podem ser demitidos mais facilmente, mais de 3 milhões de pessoas apresentaram pedidos de auxílio-desemprego entre 15 e 21 de março, algo nunca visto. No mundo árabe, cerca de 8 milhões de pessoas correm o risco de cair na pobreza devido à pandemia, segundo a Comissão Econômica e Social para a Ásia Ocidental das Nações Unidas. Na Ásia, o Banco Mundial estimou que 11 milhões de pessoas correm o mesmo risco. Dobro As ações da empresa de videoconferências americana Zoom dispararam, à medida que o planeta confinado se converteu ao trabalho remoto. De US$ 68 no início deste ano, o papel passou a valer US$ 150 em 31 de março. Acontece que o programa está também na mira da Justiça americana, preocupada com o número crescente de usuários cujas reuniões foram hackeadas. Outro setor que se beneficia é o de entregas. A gigante Amazon anunciou o recrutamento de 100 mil pessoas para suas lojas e operações de entrega nos Estados Unidos. Mas apesar o crescimento vem acompanhado de críticas, em vários países, às condições de trabalho e segurança sanitária do grupo de Jeff Bezos. Initial plugin text

Fraude conhecida como 'BEC' atinge empresas com comprovantes e cobranças falsas. Um e-mail falso do SilverTerrier enviado a uma empresa brasileira. Mensagem se disfarça de aviso de comprovante de pagamento. Reprodução/Palo Alto Networks A empresa de segurança Palo Alto Networks publicou um estudo sobre as atividades de diversos golpistas nigerianos que a companhia classifica sob um mesmo rótulo, o "SilverTerrier". Foram registrados, em média, 92.739 ataques por mês em 2019 – mais de 1,1 milhão no total, representando um aumento de 172% em relação ao ano de 2018. Na classificação da Palo Alto, o SilverTerrier é composto por mais de 480 indivíduos e grupos que empregam táticas semelhantes, enviando e-mails falsos e invadindo a rede de empresas. Os ataques focaram vários alvos, inclusive de forma automatizada, e foram detectados em 177 países – incluindo o Brasil. Para Pete Renals, pesquisador chefe da UNIT 42 da Palo Alto Networks, os criminosos envolvidos nesse tipo de fraude evoluíram bastante nos últimos cinco anos, o que permitiu a eles ampliar a atividade global. "Vimos 220 amostras de malware usadas pelo menos 2.248 vezes no Brasil em 2019. Como destacamos no relatório, o SilverTerrier evoluiu nos últimos cinco anos e agora possui a capacidade de comercializar e vender suas ferramentas globalmente, por isso esperamos continuar vendo suas impressões digitais em ataques em várias regiões do mundo", disse o especialista ao blog. Em seus cinco anos de atividade, os criminosos classificados no grupo SilverTerrier produziram um total de 81,3 mil amostras de malware, usadas em 2,1 milhões de tentativas de ataque. Ladrão de dados 'comprado' e golpe nigeriano De acordo com o relatório da Palo Alto Networks, muitas das fraudes realizadas por esses golpistas nigerianos começam por e-mail, em que uma mensagem é enviada para as empesas simulando um comprovante de pagamento ou ordem de cobrança. Quando o funcionário da empresa abre o documento, o sistema é contaminado com um malware (vírus). A Palo Alto compartilhou com o blog os assuntos dos e-mails fraudulentos que circularam no Brasil. A maioria deles foi enviada em inglês, mas há registros de mensagens em espanhol e português, com assuntos como "Nova Encomenda" e "Pago". A isca é quase sempre algum problema de pagamento, pedido ou compra, de modo a despertar o interesse das empresas. Embora os criminosos inventem suas próprias histórias e documentos falsos para realizar esses ataques, as ferramentas utilizadas são programas maliciosos vendidos comercialmente, muito conhecidos entre especialistas em segurança. Segundo o relatório, as ferramentas mais comuns para roubar dados, por exemplo, são as pragas digitais AgentTesla , AzoRult , Lokibot, Pony e PredatorPain. Normalmente, os antivírus não teriam dificuldade para detectar essas pragas digitais e defender os sistemas contra o ataque, mas os hackers utilizam programas que embaralham o código malicioso e tornam os programas irreconhecíveis para os antivírus. Mais de 40% dos produtos do mercado tendem a ser enganados de alguma forma por esse truque, de acordo com o relatório. A coleta de informações das empresas é útil para construir outros e-mails e convencer a vítima a realizar um pagamento, que vai cair em uma conta dos criminosos. É uma versão corporativa do conhecido "golpe nigeriano", em que um criminoso entra em contato com a vítima se passando por um príncipe, empresário ou herdeiro que precisa de ajuda financeira para "liberar dinheiro" e promete uma parcela dos fundos para a vítima, que nunca recebe nada. Nas empresas, os criminosos aplicam o golpe usando pagamentos e encomendas falsas. Embora esses golpistas tenham iniciado a atividade de forma bastante modesta, já existem entre eles alguns membros capazes de personalizar ou desenvolver suas próprias ferramentas. Essa é uma das evidências da evolução desse tipo de fraude. Perfil dos hackers Como "SilverTerrier" é uma denominação geral da Palo Alto para diversos criminosos que atuam de maneira semelhante, há também muitos perfis entre os indivíduos e grupos envolvidos nessa atividade. A empresa deu exemplo de um perfil que se enquadraria como SilverTerrier: um pai de família, casado e com três filhos, com pouco mais de 40 anos. Graduado na Universidade Federal de Tecnologia Owerri, ele hoje tenta se passar por um empresário na comunidade de Owerri, na Nigéria, mantendo inclusive contato com autoridades locais. No entanto, ele já registrou mais de 480 endereços na internet e produziu 4 mil variações de pragas digitais para realizar suas fraudes e para dar apoio técnico a outros criminosos que atuam de forma semelhante. Para a Palo Alto, é importante que empresas e autoridades entendam quem é o adversário nesse tipo de fraude, tanto para desenvolver técnicas de defesa como para punir os responsáveis. Setores mais atacados pelo SilverTerrier Os números abaixo levam em conta as tentativas de ataque a empresas de cada setor: Alta tecnologia (313 mil) Consultoria e serviços jurídicos (248 mil) Indústria (145 mil) Educação (143 mil) Varejo e atacado (107 mil) Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para [email protected]
Cargos são de nível médio e superior; salários vão de R$ 3.255,32 a R$ 10.350,45. A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) publicou edital de processo seletivo super-simplificado, realizado em caráter emergencial, para cadastro de reserva de até 6 mil profissionais para atuar temporariamente no enfrentamento à Covid-19 nos 40 hospitais universitários que integram a Rede Ebserh. Os salários vão de R$ 3.255,32 a R$ 10.350,45. Veja as informações do concurso no site da organizadora Os profissionais selecionados poderão ser convocados para atuar no hospital de sua escolha no momento da inscrição. O processo seletivo tem como objetivo suprir a Rede Ebserh com profissionais que atuarão na linha de frente do combate à Covid-19 e para reposição de trabalhadores que, por ventura, venham a se ausentar por conta da doença. O processo seletivo é de caráter urgente e temporário, apenas enquanto durar o estado de calamidade decretado pelo governo federal. A seleção será por meio de análise curricular e avaliação de títulos e experiência profissional. Os interessados devem se inscrever até a próxima segunda-feira, dia 6 de abril, por meio do link , onde está disponível o edital com todas as instruções e o formulário de inscrição. O resultado da seleção será divulgado na quarta-feira, 8 de abril. De acordo com a Ebserh, foram autorizadas para cadastro de reserva aproximadamente 900 vagas para médicos (nas especialidades de Medicina de Emergência, Anestesiologia, Clínica Médica e Medicina Intensiva), 1,4 mil enfermeiros (incluindo as especialidades de Terapia Intensiva e de Urgência e Emergência), 3 mil técnicos em enfermagem, 500 fisioterapeutas e 100 vagas para engenheiros (clínico e mecânico) e arquitetos, necessários para promover as mudanças estruturais exigidas para a acomodação de pacientes infectados pela Covid-19.

O presidente Alberto Fernández havia decretado isolamento obrigatório no dia 20 de março; ele foi prorrogado até o dia 12 de abril. Rua Florida, ponto comercial em Buenos Aires, vazio no dia 30 de maio de 2020 Ronaldo Schemidt / AFP O governo da Argentina anunciou, nesta quarta-feira (1) medidas econômicas para ajudar as empresas a enfrentar a crise financeira decorrente da pandemia de Covid-19 no país. Na Argentina, entra em vigor regra que fecha fronteiras até para argentinos que estão fora do país Argentina amplia confinamento por mais duas semanas contra coronavírus Entre as medidas, estão a suspensão da contribuição patronal à Previdência, o auxílio ao pagamento de salário dos empregados de empresas que têm até cem funcionários e também aos prestadores de serviços das companhias maiores. Argentina proíbe demissões durante 60 dias Os auxílios do governo não valem para as empresas de setores fundamentais, que continuam funcionais mesmo com a pandemia causada pelo novo coronavírus. Mais cedo, o presidente Alberto Fernández assinou um decreto que proíbe que as empresas demitam seus empregados por causa da falta de trabalho e força maior ou sem justa causa. O país também prorrogou a quarentena até o dia 12 de abril. Fernández decretou isolamento obrigatório no dia 20 de março. Segundo o “La Nación”, os empresários vinham pedido ao governo financiamento barato, alívio fiscal e mais intervenção do Estado para atravessar o momento de crise. A Argentina identificou 1.054 casos de coronavírus até esta quarta-feira. Houve 27 mortes no país. Initial plugin text

Setor vai distribuir kits de alimentação e vai destacar as medidas de prevenção à doença nos pontos de parada dos motoristas. Com postos fechados em razão da pandemia de coronavírus, caminhoneiros têm dificuldades para comprar comida na região de Ribeirão Preto, SP Valdinei Malaguti/EPTV A associação que representa as exportadoras de soja do Brasil (Abiove) anunciou nesta quarta-feira (1º) que vai fornecer aos caminhoneiros kits de lanches nos pátios nas estradas do país que não possuem estrutura de restaurante ou refeitório enquanto durarem as medidas de isolamento para controle do novo coronavírus. A soja é o principal produto do agronegócio brasileiro, ela é utilizada na fabricação de óleos, ração para animais e usado na fabricação de biodiesel. A entidade afirma que mapeou os serviços oferecidos nos 158 pátios próprios de suas associadas e elaborou um plano de ações "visando dar melhores condições de trabalho aos motoristas que não param de circular pelo Brasil levando produtos que garantem a segurança alimentar de milhões de brasileiros". Como medidas preventivas, cartazes de conscientização e marcações de distanciamento também foram implantados nas instalações, bem como ações de reforço da higienização dos ambientes e sanitários, inclusive com a disponibilização de álcool gel em pontos dos pátios. “O trabalho do transportador é fundamental para toda sociedade. Atuar para garantir melhores condições de trabalho nas estradas neste cenário crítico, de grande insegurança para todos, é fundamental”, afirmou em nota o presidente da Abiove, André Nassar. O estudo realizado pela Abiove identificou todos os pátios utilizados pelas suas associadas, que representam cerca de 60% do mercado de soja brasileiro. Foram analisados 228 pátios, sendo 158 próprios, 38 operados por parceiros e 32 pátios em pool localizados em portos e áreas de transbordo. A partir do levantamento, um plano de ações para uniformização das práticas foi colocado em prática. Restrições No início da semana, a Abiove relatou que continuavam as paralisações de postos de serviços a caminhoneiros no interior do país, medidas que foram impostas por municípios para combater a doença. O fechamento de borracharias e restaurantes nos postos está "dificultando o transporte no nosso setor e ainda não vimos uma mudança desde que a portaria (que detalha os serviços essenciais) foi publicada pelo governo semana passada", disse a Abiove. O Ministério da Agricultura já definiu esses locais como serviço essencial.
Superávit de US$ 6,135 bilhões é o pior resultado para o período em cinco anos. Governo aponta reflexo de 'medidas severas' adotas por países para conter avanço do vírus. A balança comercial registrou superávit de US$ 4,713 bilhões em março, informou o Ministério da Economia nesta quarta-feira (1º). O superávit acontece quando as exportações superam as importações. Quando ocorre o contrário, é registrado déficit comercial. Em relação a março do ano passado, houve uma alta de 9,7% no saldo comercial positivo, de acordo com os números oficiais. Já no acumulado do primeiro trimestre deste ano, a balança comercial registrou um superávit (exportações menos importações) de US$ 6,135 bilhões. A cifra representa uma queda de 32% frente ao saldo positivo de US$ 9,025 bilhões registrado no mesmo período do ano passado. Esse foi o pior resultado, para este período, desde 2015, quando foi registrado um déficit comercial (importações maiores do que vendas externas) de US$ 5,577 bilhões. Deste modo, foi o pior valor para os três primeiros do calendário em cinco anos. A redução do saldo comercial positivo acontece em meio ao processo de desaceleração da economia mundial, intensificado nas últimas semanas com a pandemia do coronavírus. A China, que registrou o primeiro caso do Covid-19 em dezembro do ano passado, é o principal comprador de produtos brasileiros. A pandemia se espalhou, posteriormente, por outros países, atingindo os Estados Unidos, o segundo maior importador de produtos nacionais, com mais intensidade nas últimas semanas. "O comportamento do trimestre foi influenciado, entre outros fatores, por um comércio mundial pouco dinâmico, agravado pela pandemia da COVID-19. Os países têm adotado medidas severas para diminuir o ritmo de contágio da doença", avaliou Herlon Brandão, subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia. Segundo ele, quedas bruscas na demanda nos mercados de destino podem demorar meses para se refletirem na redução das exportações brasileiras. "Parte das mercadorias exportadas possuem contratos de fornecimento de longa duração. Além disso, as exportações são contabilizadas na saída da mercadoria do território nacional, e podem demorar 30 dias para chegar ao mercado de destino", acrescentou Brandão. Exportações e importações No mês de março, as exportações somaram US$ 19,239 bilhões, valor 4,7% menor do que o registrado no mesmo mês do ano passado. Já as importações totalizaram US$ 14,525 bilhões, recuo de 4,5% na mesma comparação. De acordo com o governo, houve queda, em março, nas exportações de produtos básicos (-0,6%) e de manufaturados (-14,9%), enquanto avançaram as vendas externas de semimanufaturados (+6,1%). Nas importações, recuaram as compras do exterior de combustíveis e lubrificantes (-32,5%) e bens de consumo (-19,3%), ao mesmo tempo em que cresceram as aquisições de bens intermediários (+3,5%) e bens de capital (+2,8%). Já no primeiro trimestre de 2020, ainda de acordo com o governo, as exportações somaram US$ 50,095 bilhões –queda de 3,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. A média diária foi de US$ 808 milhões. As importações somaram US$ 43,960 bilhões, com alta de 2,6% em relação ao mesmo período de 2019. A média diária foi de US$ 709 milhões. Mercados compradores De acordo com o governo, os principais compradores de produtos brasileiros no primeiro trimestre foram: China, Hong Kong e Macau: 14,621 bilhões; Estados Unidos: US$ 5,288 bilhões; Argentina: US$ 2,168 bilhões; Países Baixos: US$ 2,067 bilhões; Cingapura: US$ 1,698 bilhão. Ano de 2019 e projeções No ano passado, a balança comercial registrou superávit de US$ 46,6 bilhões. Com isso, o saldo positivo, assegurado principalmente pela exportação de produtos básicos, ficou 19,6% abaixo do de 2018. A expectativa do mercado financeiro para este ano é de nova queda do saldo comercial. Segundo pesquisa realizada pelo Banco Central na semana passada, a previsão para 2020 é de um saldo positivo de US$ 35 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior. O Banco Central, por sua vez, prevê um superávit da balança comercial de US$ 33,5 bilhões neste ano – com exportações em US$ 191 bilhões e importações no valor de US$ 157,5 bilhões.

Empresa afirmou também que o grupo, que tem mais de 90 mil funcionários no mundo, vai doar R$ 50 milhões em alimentos e insumos médicos e equipamentos hospitalares. Planta frigorífica da BRF BRF A BRF afirmou nesta quarta-feira (1º) que não fará demissões até o final de maio e anunciou que vai contratar 2 mil funcionários para garantir a continuidade de sua produção em caso de necessidade de quarentena de equipes no Brasil e em outros países onde opera. O presidente-executivo da dona das marcas Sadia e Perdigão, Lorival Luz, afirmou também que o grupo, que tem mais de 90 mil funcionários no mundo, vai doar R$ 50 milhões em alimentos e insumos médicos e equipamentos hospitalares, além de verba para pesquisa científica de combate ao novo coronavírus. "Abril e maio é onde conseguimos enxergar com alguma clareza. Torço muito para que após abril e maio já tenhamos passado por este momento mais crítico da doença. Se tiver algum cenário novo, vamos avaliar", disse Luz em teleconferência com jornalistas. "Queremos trazer mais tranquilidade para todos e não criar aqui uma insegurança para junho, porque ela não existe", acrescentou o executivo ao ser questionado sobre as razões para a definição do prazo em que a BRF se compromete a não demitir. A companhia até agora não sentiu problemas na sua cadeia de insumos ou no volume de vendas, que está registrando uma migração dos canais de food service para o varejo uma vez que os consumidores estão se alimentando em casa e não em restaurantes. Segundo Luz, a BRF está com um estoque de milho, usado na ração dos animais que serão abatidos para produção de alimentos, "confortável" para o atual cenário. "Hoje não temos nenhum impacto na produção. Continuamos produzindo...Não chegamos a dar férias coletivas e a companhia avalia que neste momento isso não é necessário", afirmou o presidente da BRF, ressaltando que o grupo está cumprindo recomendações da Organização Mundial de Saúde, de separação de pelo menos 1 metro entre cada funcionário. O executivo comentou ainda que a BRF comprou 20 mil kits para testes de Covid-19 que deverão chegar ao Brasil em "2 ou 3 dias" e serão enviados para "hospitais e unidades de saúde que precisam". O grupo também está ampliando apoio de alimentação aos funcionários e suas famílias, acrescentou. Paralisações no setor No mês passado, indústrias de carne bovina tomaram medidas para conter a produção. A JBS, líder global no segmento, deu férias coletivas em 5 fábricas em função da queda nas exportações. A Minerva, outra gigante do setor, paralisou as atividades de 4 plantas por até 15 dias, neste caso em função do novo coronavírus.

Considerando apenas o agronegócio, retração é de 12,4%. Por outro lado, houve aumento na quantidade de fretes para produtos vendidos em supermercados. BR-163, uma das principais vias de escoamento do agronegócio Marcos Santos/Agência Pará O Brasil registrou uma queda de 26,9% no volume de cargas transportadas por caminhões entre os dias 23 e 29 de março, na comparação com o movimento registrado antes das medidas contra o coronavírus, segundo pesquisa realizada pela associação de empresas de transporte NTC&Logística, divulgada nesta quarta-feira (1º). O levantamento, que envolveu transportadoras, mostrou ainda queda de 30,9% no transporte de cargas fracionadas, que atendem distribuidores e lojas; e redução de 23,2% na demanda por cargas lotação (em geral, compostas de um só tipo de produto que ocupa toda a capacidade dos veículos). Nos números gerais, a pesquisa mostrou uma certa estabilidade em relação aos problemas apontados em levantamento semelhante que considerou somente o início da semana passada. Considerando apenas o agronegócio, a queda na demanda por transporte é de 12,4%. Já a demanda por transporte de produtos vendidos por lojas, muitas delas fechadas por medidas contra o coronavírus, caiu 75%. Por outro lado, a pesquisa apontou aumento de 23% na demanda por transporte de produtos vendidos em supermercados, uma atividade considerada essencial durante a crise que está correndo para atender a população. O responsável pela pesquisa, Lauro Valdivia, disse que há disponibilidade de transporte de sobra no Brasil e que setor está contornando problemas como escassez pontos de paradas abertos para caminhoneiros nas estradas, uma questão que, segundo segmentos do agronegócio, está afetando a contratação de transporte. Para ele, os principais problemas para transporte são associados a férias coletivas das indústrias e incertezas sobre funcionamento de estabelecimentos que recebem cargas. No caso de setores do agronegócio, que têm alegado aumento no custo do frete por supostamente haver falta de caminhoneiros dispostos a fazer viagem sem certeza sobre a infraestrutura na rodovia, o especialista da NTC disse que o dito aumento dos custos está associado ao transporte de uma safra recorde de soja para os portos. Initial plugin text
Objetivo é permitir que distribuidoras não precisem enviar funcionários para apurar o consumo de energia. Empresas, porém, terão que fornecer meios para consumidor fazer a autoleitura. Aneel cria alternativas para a leitura dos medidores nas casas por causa do coronavirus As distribuidoras vão poder adotar medidas alternativas para apurar o consumo de energia de seus clientes, em substituição à prática tradicional que consiste em enviar funcionários aos endereços para fazer a leitura dos medidores. Entre as possibilidades está permitir que os próprios consumidores façam a leitura. Neste caso, porém, as distribuidoras terão oferecer os meios para que os clientes informem os dados. É através da leitura dos medidores que as distribuidoras registram o consumo e geram as contas de luz que são enviadas às casas e empresas. A autorização para a adoção de medidas alternativas foi dada na semana passada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) por meio de uma resolução que visa garantir o fornecimento de eletricidade no país durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus (leia mais abaixo). Além da chamada autoleitura, a Aneel permitiu às distribuidoras que optem por gerar as faturas com base na média do consumo de seus clientes nos últimos 12 meses. No caso de empresas, além da opção da autoleitura as distribuidoras poderão gerar as faturas levando em consideração "o custo de disponibilidade e, quando cabível, demanda mínima faturável." De acordo com a Aneel, a adoção dessas medidas visa "assegurar a continuidade do serviço e reforçar a segurança da população" em meio à pandemia da covid-19. A resolução da Aneel também prevê outras medidas como: suspensão dos cortes no fornecimento de energia elétrica motivados por falta de pagamento; suspensão da entrega mensal da fatura impressa; suspensão do descadastramento de famílias da tarifa social; suspensão de atendimento presencial ao público; elaboração de planos de contingência específicos para atender hospitais e locais usados para o tratamento da população. As medidas valem por 90 dias e podem ser alteradas pela Aneel antes desse prazo.

No dia 28 de março, previsão era de 237 operações e apenas 13 foram realizadas. No dia seguinte, nova programação de voos determinada junto à Anac começou a valer. O Aeroporto Internacional de Viracopos Ricardo Lima O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), registrou redução de até 95% nos voos domésticos, de acordo com dados da concessionária Aeroportos Brasil, que administra a estrutura. O índice foi registrado no dia 28 de março, último dia antes da nova malha aérea entrar em funcionamento. MAPA: casos de coronavírus pelo Brasil Coronavírus: veja perguntas e respostas A Agência Nacional de Aviação (Anac) negociou com as três principais empresas aéreas do país a manutenção de voos em todas as 27 capitais do país e mais 19 localidades. A nova malha aérea segue até o final de abril, quando uma nova avaliação será feita. A revisão tenta diminuir o impacto da queda de movimentação de aeronaves e passageiros nos terminais com o avanço da Covid-19 no país. Segundo a concessionária, no dia 28 de março estavam previstas 237 movimentações de aeronaves domésticas no terminal, mas apenas 13 delas foram realizadas, o que equivale à redução de 95%. Confira no gráfico abaixo todos os números de fluxo de voos no aeroporto desde o dia 15 de março. A concessionária informou que não se trata de um cancelamento de rotas e garantiu que as frequências voltarão ao normal quando a movimentação de passageiros no terminal for normalizada. Voos internacionais Nas movimentações internacionais, a queda de voos chegou a 87% antes da revisão da malha aérea. Também no dia 28, a previsão era de 15 operações, mas apenas duas aeronaves passaram pelo terminal. Segundo a concessionária, o único voo internacional que ainda desembarca em Viracopos é o de Orlando, que é usado para trazer brasileiros que moram nos Estados Unidos. Ações contra o Covid-19 A Aeroportos Brasil Viracopos informa que intensificou os procedimentos de limpeza e desinfecção no terminal, "especialmente nos sanitários, elevadores, escadas e esteiras rolantes". "Além disso, a concessionária está veiculando, no terminal de passageiros, avisos sonoros em inglês, português e espanhol sobre sinais, sintomas e cuidados básicos", diz, em nota. A empresa que administra o terminal em Campinas divulgou uma série de orientações aos colaboradores e terceirizados que têm contato com passageiros e outros agentes que atuam no terminal. São elas: Se não houver relato de caso suspeito, utilizar máscara cirúrgica e luvas; Se houver relato de presença de caso suspeito, utilizar máscara cirúrgica, avental, óculos de proteção e luvas; Em caso suspeito, a Central de Acionamento e Monitoramento Eletrônico de Segurança da concessionária deverá ser acionada imediatamente. Coronavírus: infográfico mostra principais sintomas da doença Foto: Infografia/G1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas
Ministro Paulo Guedes (Economia) argumenta que Congresso precisa alterar a Constituição para liberar o gasto. Auxílio vai para trabalhadores informais afetados pela crise do coronavírus. Paulo Guedes fala sobre as medidas econômicas para enfrentar o novo coronavírus O Congresso concluiu nesta semana a aprovação de um projeto que determina o pagamento de R$ 600 mensais a trabalhadores informais, como uma forma de mitigar os danos econômicos da pandemia de coronavírus. No entanto, o governo entende que é preciso a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para viabilizar o pagamento; parlamentares e especialistas discordam. Na argumentação do governo, a PEC deveria alterar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que impõe limites para os gastos públicos. Com a alteração, na visão do governo, o caminho fica liberado para o aumento de gastos, como aqueles voltados para amenizar a crise. PECs precisam de mais votos para ser aprovadas e têm tramitação mais complexa no Congresso do que projetos de lei e medidas provisórias, por exemplo. Nesta terça (31), o ministro da Economia, Paulo Guedes, ressaltou que falta concluir o trâmite "jurídico e político" para viabilizar os pagamentos. "Tem um problema técnico de liberação de fontes, e aí está se discutindo a velocidade com que se pode aprovar uma PEC para dar origem a fontes para essas despesas. De qualquer forma, do nosso ponto de vista técnico está tudo pronto, tudo o já provado na economia, e agora é um trâmite jurídico e político”, disse o ministro. “Qual o nosso problema hoje? É a LRF, pedalada fiscal, impeachment, esse tipo de coisa. Tem que ter cláusula qualquer que, em caso de calamidade, suspende e nos permite agir rapidamente", concluiu. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), discordou do ministro. Em resposta a Guedes, ele lembrou que, quando foi reconhecida a calamidade pública em razão do coronavírus, o governo já havia acionado o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legalidade de gastos extras. E o ministro Alexandre de Moraes entendeu que os gastos, no estado de calamidade, não ferem a lei. "O encaminhamento desse pleito ao ministro Alexandre de Moraes, onde ele garantiu por liminar a suspensão, o afastamento desses artigos da LRF e da LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias], garantem ao governo, pelas próprias palavras do governo, garantem a possibilidade, a certeza, da edição de uma MP [medida provisória] de crédito para pagar os R$ 600 que foram aprovados na Câmara e no Senado, e aguardam, todos nós aguardamos, os brasileiros, ansiosamente, a sanção do presidente da República", disse Maia. O presidente Jair Bolsonaro disse que vai sancionar o projeto ainda nesta quarta. Os pagamentos, segundo o governo, devem começar a ser feitos na segunda semana de abril. "Se Rodrigo Maia votar uma PEC emergencial, dinheiro sai em 48 horas", diz Guedes O que dizem os especialistas O economista e professor do IDP José Roberto Afonso, um dos idealizadores da LRF, também entende que o governo não precisa de PEC para começar a efetuar os pagamentos. "Não falta o recurso, o recurso tem que sair da dívida pública. Não falta autorização, o Congresso já aprovou calamidade pública em todo território nacional. Eu acho que não falta boa disposição de governadores, prefeitos, que inclusive estão fazendo o que o governo federal devia estar fazendo", afirmou. "O Congresso aprovou tudo que foi pedido ao Congresso. O Supremo aprovou tudo que foi pedido a ele. O que não pode é a cada momento ficar querendo aparecer novas dúvidas, novas questões e isso justificar você não agir", completou. Para Felipe Salto, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente, entidade ligada ao Senado, o pagamento pode ser viabilizado por medida provisória. Por isso, segundo ele, cabe ao governo tomar a iniciativa. "O pagamento do auxílio de R$ 600, ele independe de aprovação de PEC. Ele pode ser viabilizado de imediato a partir de uma edição de uma MP, um ato do Poder Executivo, então a bola está na mão do presidente da República, para que esse gasto seja feito o mais rápido possível", afirmou. Initial plugin text

Pesquisa mostrou que a atividade industrial da zona do euro entrou em colapso em março, com analistas prevendo que interrupções prolongadas no setor podem ter impacto duradouro na economia. As ações europeias encerraram em baixa nesta quarta-feira (1º), em meio a dados econômicos cada vez mais terríveis devido ao coronavírus, enquanto os papéis de bancos despencaram conforme várias grandes instituições do setor suspenderam o pagamento de dividendos. O índice FTSEurofirst 300 caiu 2,92%, a 1.224 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 2,9%, a 311 pontos. Na terça-feira, o STOXX encerrou os primeiros três meses do ano com a maior perda trimestral em quase 18 anos. No período de janeiro a março o valor de mercado das companhias que compõem o índice despencou cerca de US$ 2,8 trilhões. A Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, cujo índice acionário DAX é o mais importante da Europa continental Reuters Uma pesquisa mostrou que a atividade industrial da zona do euro entrou em colapso em março, com analistas prevendo que interrupções prolongadas no setor podem ter um impacto duradouro e profundo na economia. "Com a produção e a atividade empresarial reduzidas a níveis extremamente baixos e já que as medidas de contenção ainda precisam provar sua eficácia, a maioria das empresas é confrontada com uma queda drástica nas receitas, o que provavelmente levará a um rápido aumento do desemprego", disse Davide Oneglia, economista da TS Lombard. "Esperamos uma recessão severa na zona do euro no primeiro semestre e apenas uma recuperação modesta depois disso." A expectativa é que o lucro das empresas listadas no STOXX 600 caia em um quinto no segundo trimestre, aprofundando a recessão europeia no setor corporativo, enquanto os dividendos pagos por essas empresas provavelmente devem cair cerca de 40%. As ações de bancos estiveram entre os piores desempenhos do dia, em queda de 5,8%. Pesos-pesados do índice HSBC, Santander e Lloyds of London estiveram entre as maiores quedas do setor, depois que suspenderam o pagamento de dividendos para reforçar a liquidez. Os papéis de viagens e lazer recuaram 6,4%, apagando os ganhos da sessão anterior, pois o setor ainda enfrenta imensa pressão com as restrições generalizadas de movimentos devido ao surto. Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 3,83%, a 5.454,57 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 3,94%, a 09.544,75 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 4,30%, a 4.207,24 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 2,97%, a 16.544,97 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 3,04%, a 6.579,40 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,89%, a 3.992,69 pontos. Initial plugin text
Companhia procura desenvolvedores e analistas de dados; disponibilidade é para admissão imediata. A Via Varejo está com dezenas de vagas abertas para contratação imediata de profissionais para a área de Tecnologia da Informação (TI). Veja mais vagas de emprego pelo país É uma boa hora para procurar emprego? Veja áreas que estão contratando e mudanças nas seleções Com isolamento, veja alternativas para trabalho remoto O foco está na admissão de desenvolvedores de softwares (front end e back end) e analistas de dados, entre outras funções, em diversos níveis de senioridade. As vagas estão disponíveis no LinkedIn e no site da empresa. A companhia mantém ritmo acelerado no processo seletivo. Da entrevista à admissão, o tempo de contratação leva de uma a duas semanas. Em decorrência do regime de quarentena, a Via Varejo vem realizando as entrevistas de forma não presencial. O uso de canais digitais é mais uma medida de prevenção no esforço de combate ao novo Coronavírus (Covid-19). Uma vez contratados, os novos funcionários serão integrados dentro do programa de onbording à distância e receberão o equipamento necessário em casa ou buscarão em uma central operacional. Os interessados podem cadastrar seus dados e CV pelo site da Via Varejo.
Contrapartida das empresas, segundo o ministro da Economia, é manter o emprego. Ele disse que complementação do governo seria de até 30% do salário. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (1º) que o governo destinará R$ 51 bilhões para pagamento da complementação de salários dos trabalhadores que tiverem redução de jornada pela empresa. O governo já havia dito que pretendia fazer a complementação salarial, como parte das medidas para amenizar o dano econômico da pandemia de coronavírus na economia. Uma medida provisória com ações na área de trabalho e emprego deve ser enviada ao Congresso nesta quarta ou na quinta (2), de acordo com o Palácio do Planalto. “São R$ 51 bilhões do nosso programa trabalhista que dão às empresas várias possibilidades, como reduzir jornada em 20%, 25%, 30% e o governo cobre essa diferença de salário. Se a empresa está com dificuldade e quiser reduzir [a jornada e os salários] 20%, 25%, 30%, o governo paga. Estamos pagando às empresas pra manterem os empregos”, declarou ele. Ana Flor: ‘Medidas econômicas estão travadas’ Guedes lembrou de outra medida, já anunciada, que prevê uma linha de crédito (com 85% de garantia do Tesouro Nacional) de até R$ 40 bilhões para as empresas pagarem os salários dos funcionários. “Está sem dinheiro para pagar os outros 70% [dos salários dos trabalhadores]? Damos crédito para manter o emprego. Tanto o programa trabalhista de complementação salarial quanto o de crédito para financiamento da folha estão sendo segurados. O total é de R$ 200 bilhões, 2,6% do PIB para manutenção da saúde, preservação de vida e manutenção de empregos”, concluiu. Auxílio para informais Guedes também disse que a ajuda programada aos trabalhadores informais, que foi estendida também aos microempreendedores individuais, englobaria um total de R$ 98 bilhões. O auxílio é de R$ 600 mensais. Até então, a área econômica do governo tinha informado que o valor seria de R$ 45 bilhões. Segundo o ministro, os valores serão destinados a cerca 54 milhões de brasileiros. Initial plugin text
Projeto estabelece o pagamento do benefício para até duas pessoas maiores de 18 anos de uma mesma família, por três meses. O presidente Jair Bolsonaro afirmou que anunciará ainda nesta quarta-feira (1º) a sanção da lei que cria o auxílio mensal de R$ 600 para trabalhadores informais. Ele deu a informação em pronunciamento no Palácio do Planalto. Uma das principais ações voltadas ao enfrentamento da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, o auxílio se destina a famílias que tiveram a renda afetada pelas medidas de restrição e de isolamento social adotadas nas últimas semanas e que visam reduzir a velocidade de contágio pela covid-19 no país. O pronunciamento contou com a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, que falou sobre medidas já anunciadas pelo governo de auxílio financeiro a estados e a empresas privadas, entre elas o plano que prevê R$ 40 bilhões em empréstimos a pequenas e médias empresas e que deverão ser usados no pagamento de salários. Guedes informou ainda que o governo destinará outros R$ 51 bilhões a um plano que vai permitir a empresas reduzir salário e jornada dos empregados. O dinheiro vai ser usado para cobrir a parte do salário que deixará de ser paga pelas empresas. Coronavírus: Senado aprova projeto que prevê R$ 600 mensais a trabalhadores informais O projeto foi aprovado pela Câmara na semana passada e pelo Senado na segunda-feira (30). O repasse mensal de R$ 600 previsto na lei tem duração prevista de três meses e será limitado a duas pessoas de uma mesma família. "No dia de hoje (quarta) anunciaremos também a sanção do projeto do auxílio emergencial, onde 54 milhões pessoas serão atingidas, a um custo de aproximadamente R$ 98 bilhões para o Tesouro, aquele auxílio de R$ 600 por três meses, podendo chegar a R$ 1.200", disse o presidente no pronunciamento. Bolsonaro não informou quando os pagamentos começarão a ser feitos. O governo vem recebendo críticas pela demora em dar início aos repasses. Um dos críticos é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Nesta segunda, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, informou que trabalhadores informais que recebem o Bolsa Família, e aqueles que estão no Cadastro Único, devem ser os primeiros a receber o auxílio. Trabalhadores informais que não constam em nenhum cadastro do governo devem ficar por último no cronograma de pagamento, que ainda não tem data para começar a ser feito. O texto aprovado ainda define que a trabalhadora informal que for mãe e chefe de família terá direito a duas cotas, ou seja, receberá R$ 1,2 mil por mês, durante três meses. O pagamento deverá ser feito por meio de agências e aplicativos de bancos federais, como Caixa, Banco do Brasil, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste, além de lotéricas e aplicativos desses bancos. Requisitos Bolsonaro enviou o projeto ao Congresso como uma das medidas para tentar reduzir o impacto financeiro da crise provocada pela Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Governo anuncia R$ 200 mensais para autônomos de baixa renda No entanto, o projeto original do governo previa R$ 200 por mês como auxílio. No Congresso, os parlamentares aumentaram o valor para R$ 600. Guedes anuncia auxílio mensal de R$ 200 a autônomos, em pacote de R$ 15 bi a 'pessoas desassistidas' Coronavírus: Maia diz que auxílio para trabalhador informal pode ser elevado de R$ 200 para R$ 500 Coronavírus: Senado aprova projeto que prevê R$ 600 mensais a trabalhadores informais A lei sancionada estabelece uma série de requisitos para que o autônomo tenha direito ao auxílio, apelidado por alguns parlamentares de "coronavoucher". ser maior de 18 anos de idade; não ter emprego formal; não ser titular de benefício previdenciário ou assistencial, beneficiário do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, à exceção do Bolsa Família; ter renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos; que, no ano de 2018, não tiver recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70. O auxílio será cortado caso seja constatado o descumprimento de desses requisitos. O texto diz também que o trabalhador deve exercer atividade na condição de: microempreendedor individual (MEI); contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social que trabalhe por conta própria; trabalhador informal empregado, autônomo ou desempregado, intermitente inativo, inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), até 20 de março de 2020, ou que se encaixe nos critérios de renda familiar mensal mencionados acima, desde que faça uma autodeclaração pelo site do governo. De acordo com a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, o auxílio emergencial, nos três meses de pagamento, representará cerca de R$ 59,8 bilhões. A IFI aponta que 30,8 milhões de trabalhadores informais poderão ser beneficiados.

Interessados devem se inscrever pela internet. Prefeitura de Rosana abre vagas para concurso público Reprodução/TV Fronteira Concursos públicos e processos seletivos estão abertos em quatro cidades do Oeste Paulista. As inscrições devem ser feitas pela internet, de acordo com o interesse do candidato pela vaga disponível. A remuneração pode chegar a mais de R$ 3,7 mil. Alfredo Marcondes A Prefeitura de Alfredo Marcondes, divulga concurso público e processo seletivo que visam a formação de cadastro reserva de profissionais que tenham ensinos fundamental, médio e superior nas áreas exigidas. Conforme o edital, há oportunidades disponíveis para os seguintes cargos: escriturário, operador de máquinas, professor de ensino básico I, trabalhador braçal, tratorista e vigilante. Ainda segundo informações do edital, também há vagas para os cargos de educador social, monitor de transporte escolar, professor de creche e professor de ensino básico I. O salário varia de R$ 1.045,00 a R$ 2.886,15 e a carga horária a ser cumprida é de 30 e 40 horas semanais. Para o concurso, as inscrições serão recebidas até o dia 8 de abril pelo site. As inscrições para o processo seletivo também devem ser feitas até o dia 8 de abril pela internet. Panorama A Prefeitura de Panorama abre concurso público e processo seletivo destinados à contratação de profissionais que tenham ensino fundamental, médio, curso especifico e superior nas áreas exigidas. Para o concurso público, conforme o edital, as vagas são para os cargos de auxiliar de enfermagem, farmacêutico e médico clínico geral. Interessados nas vagas do concurso público devem se inscrever pelo site. As oportunidades para o processo seletivo, de acordo com o edital, são para os cargos de advogado, agente comunitário de saúde - ESF I, II e III, agente geral, ajudante geral, auxiliar de educação I e II, auxiliar de enfermagem, auxiliar técnico desportivo, encanador, encarregado de setor, enfermeiro, escriturário, guarda-vidas, motorista, operador de máquinas e professor PEB II - educação física PEI I e II. As inscrições devem ser feitas até o dia 26 de abril pelo site. A carga horária a ser cumprida é de 15 a 40 horas semanais e o salário base ofertado varia de R$ 901,95 a R$ 3.763,76. Rosana A Universidade Estadual Paulista (Unesp), abre novo concurso público destinado a contratação de um emprego público no campus experimental de Rosana. O interessado em concorrer a vaga deve possuir curso técnico em química, registro no conselho regional da classe, conforme edital. É necessário ainda ter disponibilidade de 40 horas semanais para exercer a função, equivalente ao salário de R$ 3.401,37. A inscrição deve ser feita pelo site até o dia 6 de maio. São João do Pau d'Alho Por meio de concurso público, a Prefeitura de São João do Pau d'Alho, divulga vagas para profissionais que tenham ensinos fundamental, médio e superior nas áreas exigidas. São 11 oportunidades distribuídas para os seguintes cargos, de acordo com o edital: ajudante geral (1), assistente social (1), auxiliar de creche (1), cozinheira (1), enfermeiro (1), escriturário (1), farmacêutico (1), monitor de projetos sociais (1), motorista I (1), psicólogo (1), servente II (1). O regime de trabalho a ser cumprido varia de 20 e 40 horas semanais e o salário varia de R$ 1.187 a R$ 2.392,65. Os interessados devem se inscrever via internet até o dia 8 de abril. Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região.